Página gerada às 23:15h, quarta-feira 21 de Novembro

 

Milhares de pessoas marcharam para assinalar aniversário do massacre

Milhares de pessoas marcharam entre a igreja de Motael e o cemitério de Santa Cruz em Díli para assinalar o vigésimo aniversário do massacre perpetrado por militares indonésios contra timorenses, provocando centenas de mortos e feridos.

A marcha foi liderada por dezenas de motociclos, seguidos por dois grupos de majoretes e milhares de pessoas que empunhavam fotografias de familiares e pessoas mortas em Santa Cruz ou desaparecidas desde 12 de novembro de 1991.Os participantes, a maior parte dos quais jovens de escolas secundárias e da Universidade de Timor-Leste, terminaram a marcha em frente ao cemitério de Santa Cruz, onde foram feitos vários discursos que apelaram à unidade nacional.


"Viva Timor-Leste" foi a expressão mais ouvida durante as mais de quatro horas de duração da marcha e da concentração, que terminou com música, dança e a deposição de flores no cemitério.


A participação de tantos jovens deixou emocionado o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que em declarações à agência Lusa disse que é altura de os jovens começarem a aparecer no processo "para corrigir os mais velhos".


"Devem começar a aparecer neste processo como uma força que possa corrigir a nós os velhos, a nós que estamos em partidos, eles podem fazer isso, eles podem, como mudaram no passado, mudar agora", disse Xanana Gusmão.


Na cerimónia, organizada pelo Comité 12 de novembro, participaram também o Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, e o secretário-geral e o presidente da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (FRETILIN), Mari Alkatiri e Franscisco Lu Olo, respetivamente.


Além de vários membros do governo, estavam também o antigo chefe das Forças Armadas general Taur Matan Ruak, o vice-chefe das Forças Armadas, brigadeiro-general Filomeno Paixão, e elementos do corpo diplomático.

 

14 de Novembro de 2011


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