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Bento XVI: "políticos não devem remeter religião para a esfera privada"

25 de Setembro de 2011, 15:20

No segundo dia da sua primeira visita de Estado à Alemanha, o Papa Bento XVI apelou aos políticos para não remeterem a religião para a esfera privada, encontrou-se com líderes das comunidades islâmicas e homenageou Lutero.

Bento XVI já está há dois dias na Alemanha. Durante um encontro com líderes islâmicos, em Berlim, o Papa pediu hoje aos políticos alemães que não remetam a religião para a esfera privada, e "reconheçam a dimensão pública da religião".

"Uma sociedade pluralista não pode subsistir, a longo prazo, sem consenso em torno dos seus valores éticos fundamentais", sublinhou Bento XVI, elogiando o "clima de respeito crescente" na Alemanha entre a igreja católica e as comunidades islâmicas.

Na opinião do Papa, cristãos e muçulmanos "partindo da sua fé, podem dar um importante testemunho comum, em muitos domínios da vida quotidiana, no que respeita, por exemplo, ao valor atribuído ao casamento e à família, à proteção da vida em todas as suas fases ou à promoção da paz e da justiça social".

Bento XVI exortou ainda cristãos e muçulmanos a conhecerem-se melhor, para se entenderem melhor.

Após o encontro com representantes das comunidades islâmicas na Alemanha, o Papa deixou Berlim hoje de manhã, partindo de avião para Erfurt, onde prosseguirá a visita oficial de quatro dias ao seu país natal.

Expresso.pt


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