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Ex-embaixador de Timor-Leste condenado a 10 anos de prisão

14 de Outubro de 2011, 16:31

De acordo com o CJITL, o Ministério Público (MP) condenou o ex-embaixador de Timor-Leste no Vaticano, Justino Maria Aparício Guterres, a 10 anos de prisão, por desvio de dinheiro do Estado.

A decisão foi tomada na passada Quarta-Feira, dia 12 pelo colectivo de juízes constituído por Rosa Brandão, António Fonseca e José Gonçalves mais o procurador José Ximenes e o advogado de defesa Câncio Xavier. O Ministério Público acusou Justino Guterres de falsificação de documentos e um mau serviço a nível administrativo.

O cargo de conselheira entregue à própria esposa, sem que houvesse qualquer tipo de processo de recrutamento prévio, o auxílio financeiro a uma congregação franciscana sem nenhum documento legal para o justificar, ou até mesmo doação de dinheiro para a reabilitação de uma igreja no Vaticano, que supostamente estaria em más condições, são alguns dos episódios que se revelaram fatais para o antigo embaixador. Neste último caso, o pároco revelou que nunca chegara a receber qualquer tipo de ajuda financeira da Embaixada de Timor-Leste.

Perante tais acusações, Justino justifica-se que “há uma diferença em ser Embaixador no Vaticano relativamente aos outros países, porque neste caso é a sede da igreja católica e o meu trabalho foi regido segundo a administração local.”

Justino Guterres foi Embaixador de Timor-Leste no Vaticano durante 3 anos, enviando mensalmente os relatórios orçamentais ao Ministério das Finanças e Ministério dos Negócios Estrangeiros.

SAPO TL com CJITL

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