De acordo com comunicado do Governo, no passado dia 8 de Fevereiro, o Primeiro-Ministro, acompanhado do Ministro e Vice-Ministro da Educação, participou numa sessão extraordinária do Parlamento Nacional, convocada pela Bancada da Fretilin, para esclarecer os Distintos Deputados sobre a política do Governo relativamente às Línguas Maternas.
O estudo efecutado por uma equipa de especialistas timorenses, através da ONG BELUN, concluiu que as crianças, especialmente nas áreas rurais, não dominam qualquer uma das línguas oficiais, dificultando o seu processo de aprendizagem.
O uso da lingua materna vem, desta forma, facilitar a interacção entre os professores e alunos durante os processos de ensino e aprendizagem, sobretudo na rápida assimilação da literacia e absorção da numeracia, evitando o recurso às traduções para explicar os conteúdos programáticos e assim rentabilizar o tempo das aulas para a efectiva assimilação dos currículos escolares, diz o comunicado.
“Quando aplicamos a língua materna estamos a dar condições para as crianças aprenderem melhor e a facilitar a interacção entre alunos e professores, alunos e alunos e alunos e a comunidade”, referiu o Primeiro-Ministro.
“As crianças que não falam outra língua senão a língua materna, têm demasiada informação para absorver e têm demonstrado dificuldades de aprendizagem. Em nove anos de escolaridade obrigatória, os alunos durante os primeiros quatro anos ainda não conseguem escrever! Este é um problema grave no nosso sistema de ensino e temos que o resolver”, acrescenta Xanana Gusmão.
A implementação deste Projecto-Piloto em 12 Escolas de Timor-Leste, nos distritos de Oecusse, Lautem e Manatuto, é uma proposta que está a ser alvo de consulta alargada e que prevê uma avaliação cuidada a fim de aferir se promove a capacidade das crianças a assimilarem os conteúdos curriculares e à posterior aprendizagem nas línguas oficiais.
O Ministério da Educação, juntamente com outras entidades parceiras, irá coordenar e avaliar os resultados deste programa e dar apoio técnico à sua implementação, que está a cargo da Comissão Nacional da UNESCO em Timor-Leste.
SAPO TL com Governo Timor-Leste
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