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Novo PM "sereno, calmo e otimista" no dia da tomada de posse

16 de Fevereiro de 2015, 15:21

O novo primeiro-ministro de Timor-Leste, Rui Maria Araújo, disse à Lusa, no dia da sua tomada de posse, estar "sereno e calmo" e com "muito otimismo" para responder aos desafios que hoje começam.

"Sereno, calmo e com muito otimismo para enfrentar o futuro. Sei que há muito trabalho, muito que fazer. A equipa está montada. Vamos dinamizar a equipa para conseguir os objetivos que pretendemos", afirmou.

Rui Araújo falava à Lusa depois de participar, com a sua família e grande parte do elenco do Governo que hoje toma posse, numa missa de Espírito Santo celebrada pelo bispo de Baucau e atual administrador apostólico de Díli, Basílio do Nascimento.

O VI Governo Constitucional de Timor-Leste toma hoje posse numa cerimónia prevista para as 15:00 no Palácio da Lahane, nos arredores de Díli.

Na terça-feira o Governo tem já marcado o seu primeiro Conselho de Ministros, depois de uma reunião informal na semana passada, durante a qual Rui Araújo deverá vincar os seus objetivos.

"A mesma mensagem que informalmente já tinha dado aos colegas: é preciso espírito de equipa, trabalho em conjunto e desenvencilharmo-nos das coisas partidárias e trabalhar pelas coisas do Estado e do país", afirmou.

"Vamos tratar de cada problema um a um, e esperemos que dois anos e meio cheguem para resolver os problemas", disse.

Presente na Catedral de Díli esteve a mulher do novo primeiro-ministro, Teresa António Madeira Soares e o seu filho mais velho, Rui.

Em declarações à Lusa, Teresa António Madeira Soares admitiu que a mudança de vida está a ser "um pouco difícil", especialmente para os filhos, apesar de toda a família estar unida para os novos desafios.

"Foi um pouco difícil, mas como timorenses temos que aceitar esta nova carreira do Rui [Araújo]. Os miúdos estão a ver difícil adaptar-se à nova situação, mas estão bem", disse.

"É um desafio, conciliar o trabalho dele, os miúdos, mas acho que vai correr bem", sublinhou.

Numa longa homilia cheia de recados para os novos membros do Executivo, Basílio do Nascimento ironizou com o facto de num país "com separação entre a Igreja e o Estado, constitucionalmente consagrada" um Governo ter pedido missa antes de começar o mandato.

E depois recordou uma conversa de um antigo professor que lhe falou da dificuldade entre conciliar princípios e pragmatismo na ação governativa.

"Sem princípios não vamos a sítio nenhum. Mas um professor meu fez uma reflexão dizendo que é sempre muito difícil os católicos serem bons políticos. Há exceções, mas há sempre uma dificuldade em conciliar os princípios e o pragmatismo da ação", afirmou.

"E eu dizia que os candidatos católicos ao Governo devem revestir-se exatamente destes princípios cristãos e tentarem levar a cabo a sua missão como homens, como cidadãos timorenses, mas também como católicos que são", acrescentou.

Sobre o novo Governo, Basílio do Nascimento diz que "há que esperar par ver".

"Quando há mudança esperamos sempre o melhor. Ou pelo menos o diferente. Deixemos andar o barco e veremos. Porque deve ser também muito difícil para o Rui [Araújo] gerir estas coisas, embora eu tenha muita confiança nele", considerou.

"Tem competência para isso. Tudo depende da equipa. Os nomes eu conheço, mas a capacidade deles vamos ver", referiu.

@Lusa

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