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Mais de 500 indonésios juntaram-se ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque

27 de Fevereiro de 2015, 14:37

A maior organização muçulmana da Indonésia advertiu que mais de 500 indonésios se juntaram às fileiras do Estado Islâmico para combater na Síria e no Iraque, sem que as autoridades tenham tomado medidas, informam hoje os media locais.

"São pelo menos 514 pessoas", disse o diretor da Nahdlatul Ulama (NU), Said Aqil Siraj, ao portal de notícias Kompas, depois de se ter reunido, na quinta-feira, com o Presidente indonésio, Joko Widodo.

Said Aqil Siraj afirmou que o Executivo indonésio não fez comentários sobre o aumento de indonésios no grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), publica hoje o diário Jakarta Post.

Um relatório dos serviços de informação indonésios revelou que existe um sistema de recrutamento de combatentes no país e que a doutrina do EI está a ser difundida em muitas regiões, apesar da proibição do Governo.

O Presidente indonésio pediu à organização muçulmana ajuda na luta contra o radicalismo e ameaçou criminalizar o apoio ao Estado Islâmico e revogar a nacionalidade daqueles que sejam considerados culpados.


Vários países islâmicos instaram a Indonésia a dar um passo em frente e a posicionar-se na linha da frente no combate contra os extremistas do EI.

A Indonésia é reconhecida como sendo a nação com maior número de muçulmanos do mundo, com mais de 200 milhões de pessoas, a esmagadora maioria da etnia sunita.

@Lusa

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