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Governo a tomar medidas para controlar situação em Baguia

09 de Março de 2015, 20:11

O Governo está a tomar todas as medidas para controlar a situação na região de Baguia, em Baucau, e dar segurança à população, depois do ataque que feriu três polícias disse à Lusa o porta-voz do executivo.

"O Governo está a envidar todos os esforços para controlar a situação, dar segurança à população e investigar a fundo a responsabilidade pelos atos criminais cometidos", disse à agência Lusa Agio Pereira, ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros

Agio Pereira falava à agência Lusa depois de um grupo numeroso ter atacado a esquadra da polícia do subdistrito de Baguia, a 40 quilómetros sudeste de Baucau, a segunda cidade timorense, com granadas artesanais e tiros, ferindo três agentes policiais.

O ataque ocorreu quando o presidente do Parlamento Nacional estava no local, numa casa próxima, e os feridos são dois agentes do seu corpo de segurança pessoal e um agente da esquadra de Baguia - o mais grave e que foi retirado para Díli em helicóptero.

Vicente da Silva Guterres disse à agência Lusa que o "ataque coordenado" levado a cabo na localidade de Baguia, próximo da cidade de Baucau, não o visava diretamente, apesar de ter ferido três dos seus seguranças.

"Foi um ataque coordenado. Entre a casa onde eu estava e o quartel da polícia. Houve tiros durante várias horas e foram lançadas granadas artesanais contra o quartel", disse.

Segundo contou à Lusa, cerca das 02:00 locais (17:00 de sábado em Lisboa) um grupo "com muita gente" atacou a zona da esquadra da polícia e os arredores da casa onde se encontrava para um funeral de um familiar.

"Eu estou bem e a minha família também. Espero que não tenha sido um ataque a mim", disse à Lusa.

"Penso que é algo que vem na sequência dos problemas que se têm arrastado aqui nesta zona. Espero que o Estado tome medidas para resolver a situação", afirmou.

Uma fonte da Polícia Nacional confirmou à agência Lusa que, além do ataque à esquadra, foram ainda queimadas, pelo menos, três casas, insistindo que as informações confirmam que se tratou de uma ação do grupo do ex-comandante da resistência timorense, Paulino Gama ou Mauk Moruk.

"Posso dizer que foram elementos desse grupo do Mauk Moruk. Queimaram ainda a casa de um liurai (chefe tradicional), destruíram a de um agente da Polícia Nacional e danificaram veículos", explicou.

Questionado sobre os autores do ataque, Agio Pereira disse que esse aspeto "ainda está a ser investigado a fundo", confirmando que tudo indica que o facto de Vicente da Silva Guterres estar na zona foi "coincidência".

"Os agentes da sua escolta pessoal ficaram feridos porque estavam a dormir na esquadra. O alvo principal parece ter sido a esquadra", afirmou.

Longuinhos Monteiro, ministro do Interior, confirmou à Lusa que está a decorrer uma reunião do comando das forças de segurança, em Díli, para "analisar a situação".

@Lusa

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