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Mauk Moruk nega envolvimento no ataque à esquadra da vila timorense de Baguia

10 de Março de 2015, 14:45

O ex-comandante da guerrilha Mauk Moruk negou envolvimento no ataque da madrugada de domingo à esquadra da vila de Baguia, mas em entrevista à Lusa confirmou que participaram elementos do grupo que lidera.

"Foram os próprios homens do Vicente que se atacaram uns aos outros. Se eu tivesse ali, na linha da frente, limpava o sarampo aos homens todos porque já fizeram demasiado", afirmou, numa entrevista à agência Lusa, ao telefone.

"Se estivesse lá dizia que tinha estado. A verdade é que não estive. Quando dou as ordens admito e confirmo. É a minha honestidade e dignidade que prevalecerá. Sou um cristão e não quero mentir", garantiu.

Apesar disso e depois de insistência da Lusa Mauk Moruk confirmou que nos incidentes estiveram envolvidos membros do CRM (Conselho da Revolução Maubere), organização que lidera.

"Eu já disse mais de uma vez. Isto foi uma questão de batatada entre familiares. Houve problemas, sei que ali estavam alguns elementos do CRM (Conselho da Revolução Maubere), a polícia apoiou o presidente e depois houve uma reação brutal", afirmou.

"Estávamos preparados para mobilizar cinco mil homens. Mas como percebemos que eram problemas familiares deixamos a coisa", disse.

Tanto o primeiro-ministro timorense, Rui Araújo, com o ministro do Interior, Longuinhos Monteiro, responsabilizaram Mauk Moruk e os seus homens pelo ataque que causou quatro feridos, na localidade de Baguia, a 40 quilómetros sudeste de Baucau, a segunda cidade timorense.

Entre os feridos estão três elementos do Corpo de Segurança Pessoal do presidente do Parlamento Nacional, Vicente da Silva Guterres, que estava numa casa próxima para um velório de um familiar.

Mauk Moruk, que disse à Lusa estar "numa vila fronteiriça", garantiu que não se entregará às autoridades timorenses, considerando não reconhecer a sua legitimidade.

@Lusa

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