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Procuradores-gerais lusófonos pedem integração na estrutura da CPLP

16 de Julho de 2015, 11:38

Os procuradores-gerais da república lusófonos solicitaram ontem, na Cidade da Praia, a integração nas estruturas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mostrando-se "disponíveis" para participar nos procedimentos tendentes à materialização do pedido.

@SAPO TL

A solicitação está incluída na "Declaração da Praia", em que se dão conta das decisões tomadas no 13.º Encontro dos PGR da CPLP, que reuniu na capital de Cabo Verde delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste e, como observador, Macau.

A ideia é "institucionalizar" o encontro dos procuradores lusófonos, tendo em conta a "dimensão constitucional" que as funções do Ministério Público assumem na organização e funcionamento em cada um dos Estados membros.

Na "declaração", os oito - a Guiné Equatorial, apesar de convidada, não compareceu - e Macau reafirmaram a necessidade de o Ministério Público ter "autonomia e independência" face aos poderes legislativo e executivo, " de forma a garantir uma atuação isenta e sem ingerências".

Os participantes, entre eles a procuradora-geral da República (PGR) portuguesa, Joana Marques Vidal, que se escusou a prestar declarações sobre quaisquer casos em Portugal, defenderam também que o Ministério Público deve ser dotado de "autonomia financeira" e reforçaram a ideia de que a ele cabe a direção efetiva da investigação criminal.

As delegações decidiram ainda reforçar os mecanismos de cooperação jurídica e judiciária entre as procuradorias lusófonas, ressaltando a necessidade de, no âmbito da CPLP, deverem ser tidas como "autoridades centrais".

O encontro da Cidade da Praia, que começou segunda-feira, dividiu-se em seis temas: "Autonomia do Ministério Público", "Ministério Público na Jurisdição Cível", "Reformas Penal e Processual Penal" e "Coordenação em Matéria Penal no Espaço da CPLP".

Os dois restantes temas foram "Criminalidade Organizada com Enfoque na Lavagem de Capitais" e "Ministério Público na Jurisdição Família e Menores".

@Lusa

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