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Governo timorense dá por terminada operação Hanita, que decorria desde março

19 de Agosto de 2015, 20:09

O Governo timorense deliberou na quarta-feira dar por terminada a operação Hanita, iniciada em Março para procurar o ex-guerrilheiro Mauk Moruk e os seus apoiantes, que tinha envolvido centenas de efectivos das forças de defesa e da polícia.

Foto tirada em Fevereiro 2013 durante a comemoração do 12º aniversário da criação das FALINTIL - Forças de Defesa de Timor-Leste. EPA@ António Amaral

A decisão foi tomada dias depois de Mauk Moruk e dois dos seus apoiantes serem mortos numa troca de tiros com efectivos das forças de segurança e dois dias após o funeral deste, na região de Laga, sul de Baucau.

"Após o desfecho da acção de 8 de agosto de 2015, o Governo decidiu extinguir a operação conjunta criada em março de 2015", refere um comunicado do Governo, explicando que esta foi uma das decisões da reunião extraordinária do Conselho de Ministros de quarta-feira.

Numa resolução de 11 de Março, o Governo tinha criado "um grupo operacional de intervenção conjunta das forças de defesa e das forças de segurança, para uma resposta rápida e eficiente de prevenção de actos graves de perturbação da ordem pública, levados a cabo por grupos organizados".

Até ao momento, o Governo ainda não fez qualquer balanço do custo total da operação e do balanço final da operação.

Em comunicado, a Presidência da República disse na semana passada que, além do ex-guerrilheiro, morreram em confrontos com as forças de segurança timorenses três outros elementos do Conselho da Revolução Maubere (CRM) - liderado por Mauk Moruk - e dois civis, tendo ficado feridos nove efectivos das forças de defesa (F-FDLT) e da polícia nacional (PNTL).

O comandante das forças de defesa de Timor-Leste (F-FDTL), major general Lere Anan Timur, disse que as autoridades timorenses tentaram até ao último momento que este se entregasse.

Segundo explicou Lere Anan Timur, antes da troca de tiros, que acabaria com a morte do ex-guerrilheiro e de dois dos seus apoiantes, o Comando da Operação Conjunta (COC) mobilizou o coronel Falur Rate Laek, um dos veteranos das F-FDTL, para tentar através de Ângela Freitas, porta-voz de Mauk Moruk, encontrar uma solução por via do diálogo.

"Tentou-se que se convencesse Mauk Moruk a entregar-se mas o resultado destas tentativas foi negativo", afirmou.

"A força no terreno fez vários esforços para tentar negociar com Mauk Moruk, que não só ignorou esses pedidos mas respondeu com rajadas de tiros. Perante este ataque de Mauk Moruk, as forças contra-atacaram e daí resultou a sua morte e de dois membros que o acompanharam, tendo outro ficado ferido", disse.

com Lusa


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