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Novo comando das forças de Defesa timorenses representa "transição geracional" - PR

15 de Abril de 2016, 18:18

O Presidente da República timorense disse hoje que a nomeação de dois novos responsáveis das forças de defesa (F-FDTL), com base em proposta do Governo, representa uma "transição geracional" diferente da transição mais gradual que sempre preferiu.

Foto@ Presidência da República de Timor-Leste

Em comunicado, o gabinete de Taur Matan Ruak explica que o chefe de Estado deu parecer favorável a uma das duas propostas apresentadas pelo Executivo, nomeando o capitão-de-mar-e-guerra Donaciano Gomes (Pedro Klamar Fuik) chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e o coronel Calisto dos Santos (Coliati), vice-CEMGFA.

"Apesar de sempre ter defendido uma transição mais gradual, o Presidente Taur Matan Ruak aceitou a proposta de transição geracional, contemplada na segunda opção apresentada pelo Governo", refere.

"A sucessão na liderança das Forças Armadas é um sinal forte de confiança na instituição militar e nos militares que a integram", lê-se no comunicado.

A outra opção apresentada pelo Governo era da continuidade, por mais dois anos, dos mandatos dos actuais responsáveis da F-FDTL, Lere Anan Timur e Filomeno Paixão, mas Taur Matan Ruak rejeitou esta possibilidade desde que foi apresentada pelo Executivo em Outubro passado.

Na nota, a Presidência da República explica que "os pormenores relativos à promoção destes oficiais, bem como do chefe do Estado-Maior das F-FDTL e dos comandantes das Componentes, à promoção honorífica e saída dos oficiais actualmente em funções para a reforma e à organização da cerimónia oficial estão ainda a ser finalizados entre os serviços da Presidência da República e do Governo".

"O Presidente da República congratula-se com o consenso obtido, em nome do superior interesse nacional, que permite ultrapassar o impasse criado na liderança das chefias militares e agradece o serviço heroíco dos militares que agora deixam as F-FDTL na luta de libertação nacional e na construção de umas Forças Armadas fortes desde a independência nacional", refere o comunicado.

Num outro comunicado, difundido depois do de Taur Matan Ruak, o Governo saúda o acordo com o Presidente da República sobre a chefia das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), alcançado depois de meses de impasse entre o chefe de Estado e o Executivo.

O comunicado explica que a 07 de Abril, na reunião semanal entre o Presidente da República, Taur Matan Ruak, e o primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo, o chefe de Estado solicitou ao Governo uma nova proposta para as chefias das F-FDTL.

"Esta proposta teve em conta uma consulta às actuais chefias das F-FDTL, pelo ministro da Defesa, e o resultado da análise da situação, feita na reunião do Conselho de Ministros de dia 12 de Abril", refere o texto.

A 13 de Abril, o Governo enviou duas propostas ao Chefe de Estado e na quinta-feira "o Presidente da República anunciou ter aceitado uma dessas propostas".

O porta-voz do Executivo, o ministro de Estado Agio Pereira, salienta "o agrado do Governo pelo facto de ambos os órgãos soberanos terem chegado a um entendimento no que toca à chefia das Forças de Defesa do país".

"Foram, uma vez mais, postos em prática o diálogo e o respeito mútuo que caracterizam o nosso sistema democrático, de que são provas a paz, a estabilidade e o progresso já incontestáveis na nossa jovem nação", considera.

com Lusa

 


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