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Indonésia cria agência governamental contra notícias falsas

06 de Janeiro de 2017, 10:10

A Indonésia vai criar uma agência para lidar com as notícias falsas, no seguimento de uma torrente de informações erradas que foram colocadas nas redes sociais, incluindo uma sobre a China ter envenenado sementes à venda nos supermercados.


"A liberdade de expressão é um direito numa democracia, mas também há a obrigação do obedecer à lei", explicou o ministro da Segurança Wiranto, confirmando a informação avançada à AFP pelo porta-voz do Presidente da Indonésia e criticando as notícias "difamatórias, falsas, erradas e que espalham o ódio".

A nova agência vai também ter como tarefa a proteção das instituições de possíveis ataques de piratas informáticos.

Na Indonésia, um país com 225 milhões de habitantes, estima-se que 130 milhões estejam ligados às redes sociais, o que torna mais urgente a criação desta agência, de acordo com as autoridades.

A notícia surge pouco tempo depois de, em dezembro, ter circulado uma notícia falsa que dava conta de que a China estaria a intentar uma guerra biológica contra a Indonésia, no seguimento de uma notícia verdadeira que contava que quatro chineses tinham sido presos por usarem sementes de pimenta infetada com uma bactéria numa quinta a sul de Jacarta.

A proliferação de notícias falsas está a tornar-se numa questão global, com alguns críticos a sugerirem que a torrente de informações erradas espalhadas nas redes sociais poderá ter ajudado o bilionário norte-americano Donald Trump a vencer as eleições presidenciais dos Estados Unidos, realizadas em novembro.

@Lusa

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