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Timor-Leste aprova política para o turismo e aspira a receitas de 150 MUSD em 2030

18 de Março de 2017, 00:43

O Governo timorense aprovou a nova política para o setor do turismo que aspira a receitas de 150 milhões de dólares anuais em 2030, mais que o triplo dos empregos nesta atividade e 200 mil visitantes por ano.


Praia dos portugueses. Foto@ António Casais / Postais de Timor

Estes são os "objetivos-chave da Política de Turismo", que define a nova estratégia para o que o Governo diz ser "um dos cinco setores considerados prioritários para o crescimento e a diversificação económica de Timor-Leste".

Uma política que considera que "o desenvolvimento do setor do Turismo deve ser modesto, gradual e sustentável, para maximizar os impactos positivos e mitigar potenciais influências negativas no turismo".

Trata-se de conseguir que "Timor-Leste venha a experimentar um aumento significativo nas visitas turísticas e receitas que terão um efeito multiplicador em toda a economia, resultando em rendimentos e oportunidades substanciais para a nação e as comunidades locais".

O Governo antecipa que até 2030 as "receitas de turismo do exterior, excluindo as receitas das operadoras (tarifas aéreas e taxas de ferry), ascendam a 150 milhões de dólares por ano com o emprego no setor a passar dos atuais 4.300 para cerca de 15 mil".

A previsão é de que anualmente cheguem a Timor-Leste 200 mil visitantes que permanecerão uma média de quatro dias no país.

A Política Nacional de Turismo, aprovada em Conselho de Ministros a 07 de março e cujo conteúdo só foi divulgado na sexta-feira, foi desenvolvida "para criar um quadro claro de política pública, necessário para assegurar um crescimento efetivo, eficiente e sustentável do setor do Turismo".

O primeiro-ministro timorense, Rui Maria de Araújo, explicou que a política de turismo "é um apelo à ação para que todos os intervenientes possam trabalhar em conjunto visando desenvolver o verdadeiro potencial do país como um destino turístico internacional".

Nos próximos meses o Governo vai desenvolver a "estratégia complementar de implementação e um plano de ação pormenorizado, com medidas específicas de promoção do desenvolvimento do turismo nos meses e anos vindouros".

O documento de orientação da política - intitulado "Fazer crescer o Turismo até 2030 - Fortalecer o sentimento de identidade nacional" destaca os "trunfos" do turismo em Timor-Leste, centrados em quatro domínios: "ambiente propício, vontade política, infraestrutura e recursos naturais e culturais".

Define ainda o caminho para o desenvolvimento do setor, apostando na "sustentabilidade, comunidade, qualidade e competitividade das empresas".

Na nota divulgada o Governo explica que os temas centrais que orientam toda a política são "sentido de prioridade, compromisso para com uma prosperidade acrescida, espírito de gestão centrado na proteção dos recursos naturais e culturais do país e a segurança dos visitantes".

Garantir que todos os interessados têm uma voz e partilham responsabilidades e o "reconhecimento de que as pessoas estão no centro do desenvolvimento e lhes deve ser incutido conhecimento adequado, competências e atitude" são ainda temas centrais.

O texto aprovado pelo Governo analisa cada um destes temas em profundidade permitindo, segundo Agio Pereira, ministro de Estado e porta-voz do Executivo, criar "um setor do Turismo vibrante e atraente, social e ambientalmente sustentável, e que contribua significativamente para o emprego em todo o país".

"Todos têm um papel a desempenhar, abraçando esta visão do papel que o Turismo vai desempenhar no crescimento e diversificação da nossa economia, com benefício para as nossas comunidades", referiu.

com Lusa


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