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São Tomé e Príncipe adere ao Fórum Macau

30 de Março de 2017, 10:29

São Tomé e Príncipe faz, a partir de ontem, parte Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), foi anunciado.

@olp

"A partir desta reunião, São Tomé e Príncipe já é um país participante do nosso Fórum", disse a secretária-geral do secretariado permanente de Fórum Macau, Xu Yingzhen, no final da reunião em que foi aprovada a integração do país, três meses depois do corte das relações diplomáticas com Taiwan.

Segundo Xu, todos os membros concordaram com a integração de São Tomé.

"O nosso Fórum fica mais completo, já temos todos os países de língua portuguesa neste fórum. Desejo que São Tomé possa beneficiar deste mecanismo", disse. Quanto a uma possível adesão da Guiné Equatorial, a secretária-geral disse não ter qualquer notícia.

"Não foi um tema discutido na reunião", indicou. O próximo passo será a escolha do delegado e participação nas atividades.

"Depois desta reunião já podem participar ativamente em todas as atividades do secretariado permanente, mas como membro novo tem de ter tempo para estudar e pensar em quais atividades lhes convém participar", explicou.

No dia 20 de dezembro, São Tomé e Príncipe cortou relações diplomáticas com Taiwan e reconheceu a República Popular da China. Seis dias depois, a China anunciou o restabelecimento dos laços diplomáticos com o país. São Tomé e Príncipe encontrava-se, até agora, excluído do Fórum Macau devido às relações com Taiwan.

Criado em 2003 por Pequim, o Fórum Macau tem um Secretariado Permanente e reúne a nível ministerial a cada três anos.

Na V Conferência Ministerial, em outubro, não esteve qualquer representante de São Tomé, apesar de o país ter participado como observador nas reuniões do Fórum e de em 2013 ter enviado, pela primeira vez, um representante com a categoria de ministro.

Xu Yingzhen disse ainda que a mudança da sede do fundo chinês de mil milhões de dólares (930 milhões de euros ao câmbio atual) destinados a investimentos de e para o universo lusófono para Macau deve acontecer na primeira metade deste ano.

"O Banco de Desenvolvimento da China está a discutir com o Governo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] para acelerar os passos para trazer a sede principal para Macau. Acho que na primeira metade deste ano vai estar aqui", afirmou.

A mudança da sede do fundo para Macau foi anunciada em outubro do ano passado e esperava-se que pudesse acontecer ainda em 2016. Já em janeiro deste ano, a diretora-geral da empresa de gestão do fundo, Jin Guangze, disse que a equipa estava "a trabalhar nos aspetos jurídicos" para que tal se "concretize o mais rápido possível".

O fundo, com o valor global de mil milhões de dólares, aprovou até agora três projetos, em Angola, Moçambique e Brasil.

O projeto de construção de uma estância turística em Cabo Verde, que vai inaugurar a indústria de jogo no país, do empresário de Macau David Chow estava, em janeiro, "na fase de análise, mas quase a finalizar", estando em causa o financiamento em 20 milhões de dólares.

"Já finalizámos quase todas as etapas, só falta uma aprovação para poder arrancar esse projeto", disse na altura Song Feng, diretor-geral adjunto do departamento de gestão do fundo.

@Lusa

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