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Lu-Olo recebe separadamente líderes políticos, Xanana Gusmão mais tarde

15 de Novembro de 2017, 00:09

O Presidente timorense recebe na quarta-feira, separadamente, os líderes do primeiro e terceiro partido timorenses, Mari Alkatiri e Taur Matan Ruak, ficando para depois um encontro com Xanana Gusmão, presidente do segundo partido, anunciou hoje a Presidência.


O encontro "com os líderes históricos" chegou a ser anunciado como uma reunião a quatro, com o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, e os líderes dos três maiores partidos timorense, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e o Partido Libertação Popular (PLP).

Em comunicado divulgado hoje a Presidência explica que Lu-olo recebe Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, às 09:00 (hora local) de quarta-feira e o presidente do PLP, Taur Matan Ruak, ás 15:00, hora local.

Xanana Gusmão, que está ausente de Timor-Leste desde 11 de setembro e ainda sem data de regresso ao país, não pode participar por se encontrar atualmente na China viajando ainda hoje para Singapura onde na quinta-feira decorre uma nova ronda negocial com a Austrália sobre fronteiras marítimas.

"O Presidente da República está a realizar um diálogo com os líderes históricos para encontrar solução para o problema político causado depois dos partidos da oposição terem rejeitado o programa do VII Governo constitucional no Parlamento Nacional", refere o comunicado.

O encontro com Xanana Gusmão fica "adiado porque Xanana Gusmão está fora do país a tratar de assuntos relacionados com a delimitação da fronteira marítimas entre Timor-Leste e a Austrália", refere o comunicado.

O Governo minoritário, apoiado pelos 23 deputados da Fretilin mais sete do Partido Democrático (PD), enfrentou uma moção de rejeição ao seu programa aprovada no mês passado pelo bloco da oposição, que integra o CNRT, PLP e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) - somam entre si 35 deputados.

O executivo está a preparar um novo programa do Governo, a apresentar até final do ano, tendo entregue no Parlamento Nacional o Orçamento Retificativo para 2017, que pediu seja tramitado com urgência.

A oposição contestou já, quer a decisão do Governo de apresentar o orçamento, argumentando que há dinheiro nas contas públicas suficiente até ao final do ano, quer o facto de o apresentar antes de voltar a levar aos deputados o novo programa.

Se o programa do Governo voltar a ser chumbado, o executivo cai e o Presidente da República tem de decidir se opta por outra solução governativa dentro do atual cenário parlamentar ou se convoca novas eleições.

Após as eleições, o CNRT, que foi o segundo partido mais votado, anunciou que pretendia ser oposição, mas agora aprovou encetar conversações formais para a constituição de uma Aliança de Maioria Parlamentar (AMP) que quer ser alternativa ao Governo da Fretilin.

Lusa

 


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