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Timor-Leste/Eleições: Nações Unidas elogiam ato eleitoral pacífico e adesão dos eleitores

15 de Maio de 2018, 00:57

O coordenador residente da ONU e representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Timor-Leste saudou ontem as autoridades e o povo timorenses pela forma pacífica como decorreram as eleições legislativas do passado sábado.


"Congratulamo-nos com as eleições pacíficas e a elevada participação dos eleitores no ato eleitoral que teve lugar no país em 12 de maio de 2018", salienta o comunicado do representante das Nações Unidas, Roy Trivedy.

A coligação AMP, liderada por Xanana Gusmão, venceu, com maioria absoluta, as eleições legislativas antecipadas em Timor-Leste, pondo fim a oito meses de tensão política no país.

"Aguardamos com expectativa o resultado do apuramento nacional da CNE [Comissão Nacional de Eleições] e a validação dos resultados por parte do Supremo Tribunal para concluir este processo", acrescenta a ONU.

O coordenador residente da ONU elogia ainda os esforços das autoridades nacionais, nomeadamente o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral pela organização e gestão das eleições, a Comissão Nacional Eleitoral por acompanhar o processo eleitoral e a Polícia Nacional de Timor-Leste por manter a lei e a ordem durante todo o processo.

As legislativas de sábado registaram o maior número de sempre de eleitores, dentro e fora do país, mais centros de votação e foram marcadas pelos rumores e notícias falsas, que tentaram pôr em causa, sobretudo nas redes sociais, a credibilidade do escrutínio.

O ato eleitoral de sábado levou os timorenses de novo às mesas de voto, a quarta eleição em menos de um ano e meio (eleições autárquicas, presidenciais e duas legislativas).

Para observadores timorenses e internacionais, o ato eleitoral foi justo, livre e transparente, com uma taxa de participação particularmente elevada: 80% dos eleitores recenseados.

Sem precedentes, a crise política dos últimos oito meses representou um teste pacífico aos equilíbrios institucionais e constitucionais no país, obrigando os timorenses a irem às urnas pela primeira vez fora do calendário regular.

A um processo politicamente tenso, seguiu-se uma campanha cheia de insultos e críticas, mas na qual, à exceção de pequenos incidentes, não se passou da violência da linguagem.

A maioria absoluta da Aliança de Mudança para o Progresso (AMP) - liderada por Xanana Gusmão, que volta a assumir o cargo de primeiro-ministro – tem o caminho facilitado para formar Governo e, posteriormente, a aprovar o Orçamento Geral do Estado para 2018.

Timor-Leste acabou o ano sem conseguir aprovar as contas públicas, com a oposição maioritária a travar o programa governativo e o orçamento retificativo.

Lusa

 


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