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PR chinês anuncia milhares de milhões de euros em apoio aos países árabes

11 de Julho de 2018, 01:08

O Presidente chinês, Xi Jinping, prometeu hoje aos países árabes mais de 23 mil milhões de dólares (19,5 mil milhões de euros) em empréstimos e assistência humanitária, visando reforçar a influência de Pequim na região.


"A China está preparada para ter um maior papel na paz e estabilidade da região", afirmou Xi, durante uma conferência com os líderes árabes, na capital chinesa, onde revelou que a Síria, Iémen, Jordânia e Líbano vão receber 91 milhões de dólares (77,5 milhões de euros) em assistência humanitária.

O Presidente chinês referiu ainda a necessidade de abordar a situação na Palestina a apelou às partes envolvidas no conflito em Gaza a que retomem as conversações "o mais rápido possível", visando alcançar a paz e estabelecer novos mecanismos para trabalhar na mesma direção.

"Devemos dar mais apoio concreto aos palestinianos, quero anunciar 100.000 milhões de yuan (12.900 milhões de euros) em ajuda à Palestina para apoiar os seus esforços de crescimento económico e a sua população", afirmou Xi.

A China oferecerá ainda assistência aos organismos das Nações Unidas encarregues de apoiar os refugiados palestinianos, acrescentou.

Pequim tem expandido a sua influência entre os países árabes, contrabalançando a Europa e EUA, através da cooperação nos setores energia, infraestruturas e comércio.

Xi adiantou que assinará declarações conjuntas de ação visando melhorar a cooperação no âmbito da "Nova Rota da Seda", um gigantesco projeto de infraestruturas inspirado nas antigas vias comerciais entre Ásia e Europa.

Lançada em 2013 pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a "Nova Rota da Seda" inclui uma malha ferroviária intercontinental, novos portos, aeroportos, centrais elétricas e zonas de comércio livre, visando ressuscitar vias comercias que remontam ao Império romano, e então percorridas por caravanas.

"Isto marca um novo ponto de partida histórico na associação e cooperação entre a China e o mundo árabe", afirmou.

Lusa

 


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