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Governo timorense inclui dotação para fábrica de cimento no Orçamento do Estado

11 de Setembro de 2018, 21:44

O Governo timorense incluiu 50 milhões de dólares norte-americanos no Orçamento Geral do Estado para este ano, aprovado na sexta-feira, para a construção de uma fábrica de cimento próximo da segunda cidade, Baucau.


A dotação (de cerca de 43 milhões de euros), no âmbito do "acordo especial de investimento celebrado com a TL Cement", estava inicialmente ausente dos livros do Orçamento Geral do Estado (OGE) entregues pelo Governo ao Parlamento Nacional, acabando por ser introduzida e aprovada durante o debate na especialidade.

O projeto, o maior de investimento privado australiano em Timor-Leste, tem sido afetado, em parte, pela situação de instabilidade política em Timor-Leste que levou a eleições antecipadas e obrigou o país a viver com duodécimos desde janeiro.

Apesar da tensão, a inclusão da provisão nas contas do OGE não teve quaisquer votos contra da oposição, que chegou mesmo a defender o investimento como essencial no processo de diversificação da economia.

"A fábrica TL Cement é um investimento estratégico, com capital privado significativo, e é o primeiro grande investimento na área não-petrolífera. Este investimento criará muitas vantagens e benefícios para a economia, promoverá a diversificação económica e reduzirá a dependência da receita petrolífera," disse o chefe da bancada do maior partido da oposição, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Aniceto Guterres Lopes.

O desenho e projeto de engenharia do projeto já foi concluído, segundo a TL Cement, estando ainda por avançar as autorizações finais ambientais e para a mina de calcário.

A previsão é de que a construção do centro de formação e do cais de construção comece ainda este ano, com a fábrica de cimento e o cais principal a arrancar antes de julho de 2019.

A TL Cement antecipou a saída do primeiro cimento da unidade em julho de 2021 e que a operação esteja em pleno a partir do início de 2022. No total, a empresa prevê um investimento de cerca de 800 milhões de dólares, com mil empregos diretos e três mil indiretos.

O projeto da TL Cement terá uma capacidade de produção de cerca de cinco mil toneladas de 'clinker' de cimento por dia e inclui a construção de uma ponte-cais, pedreiras, complexo industrial, parques de energia eólica e solar, entre outros.

Estudos realizados em 2014 apontavam para a existência de uma grande reserva de calcário na região que poderá ter uma vida de até 400 anos.

No final de novembro de 2016, o Conselho de Ministros do VI Governo Constitucional aprovou a entrada do Estado no capital social da TL Cement.

Lusa

 


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