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Setor privado essencial para desenvolvimento de Timor-Leste e região próxima

06 de Dezembro de 2018, 20:40

Um envolvimento "intensivo e assertivo" do setor privado e dos investidores internacionais é essencial para alcançar o desenvolvimento sustentável de Timor-Leste e da região mais próxima, com crescentes processos de integração regional, defendeu hoje um governante timorense.


Joaquim José Gusmão dos Reis Martins, ministro da Agricultura e Pescas, disse que essa aposta do setor privado tem de ser feita a par do reforço das infraestruturas e conectividades, mas também fortalecendo o capital humano.

Daí que essa integração possa começar "com operações muito simples e fáceis em atividades que possam nutrir as oportunidades de se mover para elos mais elevados da cadeia de valor", defendeu num fórum trilateral.

"A integração sub-regional de cadeias de valor e logística requer liberalizar ou acelerar seriamente o fluxo de matérias-primas, produtos e serviços, mão-de-obra qualificada, capital e finanças, investimento estrangeiro direto, bem como conhecimento e propriedade intelectual, com várias implicações nas questões da conectividade com a ASEAN [Associação de Nações do Sudeste Asiático]", defendeu

O governante falava na abertura do 4.º Fórum Empresarial Trilateral, uma iniciativa do Grupo de Trabalho Timor-Leste, Indonésia e Austrália (TIA-GT), que procura avançar na criação de sinergias neste espaço regional triangular.

A reunião conta com a presença de responsáveis políticos e empresários de Timor-Leste, do Território Norte da Austrália e da província indonésia de Nusa Tengarra Timur

Joaquim Martins disse que Timor-Leste, a Austrália e a Indonésia estão empenhados em promover laços trilaterais que ajudem a fomentar a cooperação económica e empresarial, ajudando a criar "cadeias de valor de manufatura".

"Desde o início, os líderes dos três países envolvidos têm vindo a demonstrar um forte apoio a essa iniciativa", disse.

"O Governo indonésio considera que esta é uma grande contribuição para promover o tão necessário crescimento e desenvolvimento no leste da Indonésia e o Governo australiano vê este processo como uma grande oportunidade para fomentar o desenvolvimento do norte da Austrália, diversificando as suas indústrias que têm se concentrado principalmente na mineração", afirmou.

A este processo Timor-Leste tráz as vantagens de acordos comerciais e relações privilegiadas com vários mercados, em várias geografias, nomeadamente a União Europeia, os Estados unidos da América, China, Índia e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", disse.

"Timor-Leste tem o potencial para se tornar um centro de produção e logística para as matérias-primas e produtos semi-processados das ilhas indonésias circundantes com o apoio tecnológico e de conhecimento do Norte da Austrália, gerando vastos benefícios para todas as partes envolvidas", declarou.

Para isso, é essencial "eliminar os impedimentos regulatórios aos negócios, comércio e investimentos na sub-região", promover o papel do setor privado e "melhorar a conectividade na sub-região, inclusive por meio de infraestruturas física (terrestre, aérea e marítima), conexões entre pessoas e mobilidade de mão-de-obra".

Intervindo na abertura, José Gonçalves, responsável do TIA-GT em Timor-Leste, referiu a importância desta plataforma para criar cooperação económica nesta região.

"Queremos melhorar o comércio entre os três países, queremos instalar um centro logístico em Timor-Leste, queremos fomentar sinergias e parcerias", afirmou destacando a vantagem de Timor-Leste "no acesso a mercados internacionais com tarifas zero".

Lusa

 


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