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Chefe da diplomacia timorense desdramatiza momento de tensão política no país

18 de Dezembro de 2018, 20:05

O ministro dos Negócios Estrangeiros timorense desdramatizou hoje notícias sobre uma alegada renovada tensão entre Governo, Parlamento e Presidente da República, mostrando-se convicto que todos os líderes do país saberão resolver a situação política.


"Estamos a atravessar um exercício de ocorrências democráticas sem precedentes e para nós isto é um exercício que cada órgão de soberania está a exercer", disse à agência Lusa Dionísio Babo.

"Mesmo havendo diferenças, todos os órgãos de soberania estão cientes de que o interesse do país é o primeiro a colocar acima de todos os outros. Iremos ultrapassar a situação sem nenhum problema", sublinhou.

Babo reagia assim à renovada tensão entre o parlamento, Governo e Presidência da República, depois do chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, ter vetado um conjunto de polémicas alterações à lei de operações petrolíferas que deviam servir para financiar a compra de participações maioritárias no consórcio dos poços de Greater Sunrise, no mar de Timor.

A decisão suscitou críticas de Xanana Gusmão que, em nome do Governo liderou as negociações para as operações e que chefia a coligação do Governo, Aliança de Mudança para o Progresso (AMP).

Nas redes sociais, incluindo em páginas oficiais da AMP no Facebook, têm-se repetido essas críticas com alguns a defenderem mesmo a exoneração do chefe de Estado.

A situação tem estado tensa porque desde a tomada de posse do VIII Governo, Lu-Olo não deu ainda posse a nove membros do executivo indigitados pelo primeiro-ministro.

"Sei que todos os líderes estão cientes de que as coisas não são tão simples como vemos nas redes sociais ou nos debates nos 'media'. Acho que todos irão procurar meios para resolver todas as diferenças e problemas. Mas não há nada intransponível ou impossível de se resolver", afirmou Babo.

A grande incógnita é, atualmente, saber se Lu-Olo vai promulgar o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019, que está a ser debatido no Parlamento e que, previsivelmente, deverá ser aprovado antes do Natal.

Lusa

 


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