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PM timorense diz que problemas com obras do Porto de Tibar vão ser resolvidos

08 de Fevereiro de 2019, 18:07

O primeiro-ministro timorense, Taur Matan Ruak, disse esta quinta-feira que "problemas técnicos" que permanecem em torno da construção do novo Porto de Tibar, nos arredores de Díli, vão ser ultrapassados e o calendário da obra será cumprido.


Questionado pela Lusa sobre o assunto, o chefe do Governo disse ter recebido esta quinta-feira informações do ministro de Estado na Presidência do Conselho de Ministros, Agio Pereira, de que as "coisas estão a andar bem".

"Há alguns problemas técnicos, mas está tudo a andar bem. Acredito que serão ultrapassados", disse, confirmando que se trata de questões relacionadas com a pedreira, com o espaço envolvente, com aspetos ambientais, entre outros.

"Mas acredito que vai tudo ser ultrapassado", disse.

Fonte envolvida no projeto confirmou à Lusa que ainda se aguardam algumas licenças comerciais e ambientais de aspetos da obra.

Com uma duração de construção de três anos, o Porto de Tibar é o primeiro grande projeto em modelo de parceria público-privada e o maior projeto de infraestruturas de sempre em Timor-Leste.

O projeto tem tido vários 'falsos arranques', tendo uma primeira cerimónia de lançamento de primeira pedra ocorrido em junho de 2017, com uma cerimónia liderada pelo então ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Xanana Gusmão, e responsáveis do consórcio liderado pela francesa Bolloré.

Questões relacionadas quer com o financiamento, quer com a subcontratação acabaram por afetar o arranque do projeto.

Uma nova cerimónia de lançamento da primeira pedra ocorreu a 30 de agosto do ano passado, sendo que as obras, quase meio ano depois, praticamente não começaram.

Localizado a cerca de 10 quilómetros a oeste de Díli, na baía de Tibar, o projeto contou com a participação da International Finance Corporation (IFC), do grupo do Banco Mundial.

O projeto inclui o desenho, financiamento, construção e operação de um novo porto em Tibar, estimando-se que as obras comecem no próximo ano e estejam concluídas em 2020.

O porto terá uma capacidade inicial de 226 mil contentores (TEU), a qual será ampliada até uma capacidade de um milhão por ano, com um cais de 330 metros e outro de 300 metros, devendo as primeiras operações portuárias ser conduzidas já em 2020.

A primeira fase do projeto (construção, equipamento e operação do porto) está avaliada em 278,3 milhões de dólares (238 milhões de euros), com o Governo timorense a financiar com 129,45 milhões de dólares (110,7 milhões de euros), e o parceiro privado os restantes 148,85 milhões (127,3 milhões de euros).

Na segunda fase, já de exploração, a Bolloré prevê investir cerca de 211,7 milhões de dólares (181,1 milhões de euros), em grande parte provenientes das receitas da atividade portuária.

A Bolloré contratou para a construção do projeto a empresa pública chinesa China Harbour.

Lusa

 


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