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Banco Central de Timor-Leste confirma ordem para comprar participação no Greater Sunrise

14 de Março de 2019, 20:38

O vice-governador do Banco Central de Timor-Leste (BCTL), Venâncio Alves Maria, confirmou hoje à Lusa que a entidade recebeu a ordem para processar o pagamento da compra das participações da ConocoPhillips e Shell no consórcio do Greater Sunrise.


“Sim, posso confirmar que recebemos a ordem. Porém ainda é demasiado cedo para falar dos detalhes”, disse à Lusa, escusando-se a informar se a ordem já foi ou não executada.

“O BCTL trabalha de forma rigorosa em todos os seus processos e é prematuro dar para já todos os detalhes”, explicou.

O vice-governador do BCTL disse que “no momento oportuno o público será informado” da operação com a qual Timor-Leste, através da sua petrolífera Timor Gap, vai comprar por 650 milhões de dólares (574 milhões de euros) uma participação de 56,6% no consórcio.

Na quarta-feira, a ministra interina das Finanças, Sara Lobo Brites, disse ter dado instruções ao BCTL, como gestor operacional do Fundo Petrolífero para a transferência dos 650 milhões para a compra da participação.

Brites recordou que a operação foi preparada em conjunto pelo Ministério das Finanças, BCTL e Timor Gap, mostrando-se confiante que a transferência “ocorrerá esta semana”.

Os fundos sairão do Fundo Petrolífero (FP) que, no final de janeiro, tinha um saldo de 16,41 mil milhões de dólares.

Segundo explicou Sara Brites, o procedimento acordado prevê que o BCTL transfira os fundos para a Timor Gap que formalizará o pagamento às petrolíferas Conoco e Shell.

Com a concretização do negócio, acordado no ano passado com as petrolíferas, Timor-Leste assumirá uma participação maioritária de 56,6% no consórcio do projeto onde estão ainda a petrolífera australiana Woodside, como operadora, e a Osaka Gas.

Na sexta-feira, em entrevista à Lusa, o presidente e diretor executivo da Timor Gap, Francisco Monteiro, disse que Timor-Leste quer evitar recorrer ao Fundo Petrolífero (FP) para financiar os custos de capital (CAPEX) até 12 mil milhões de dólares para o desenvolvimento do projeto do gasoduto para Timor-Leste e processamento na costa sul.

Após o início da produção, é esperado um retorno financeiro que pode alcançar os 28 mil milhões de dólares, explicou o responsável.

“A nossa estimativa conservadora é de que pelo menos 28 mil milhões entrarão no FP do Greater Sunrise, sem contar outros benefícios económicos como empregos criados, por isto ocorrer em Timor-Leste”, disse Monteiro.

No cenário mais conservador de lucros, as contas da Timor Gap assentam na previsão de que o Greater Sunrise tem reservas de 4,6 triliões de pés cúbicos de gás e 226 milhões de barris de petróleo, com um preço de 62,5 dólares por barril.

Lusa

 


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