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Governo timorense lança nova rede de fibra ótica nacional para facilitar Governo económico

10 de Abril de 2019, 19:18

A Governo timorense vai poder trabalhar com maior rapidez e eficácia na sua relação com cidadãos e empresários, através da nova rede de fibra ótica terrestre nacional lançada hoje em Timor-Leste, disse o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak.


“Não há justificação para que Timor não aproveite a tecnologia de comunicação que está tão avançada no mundo. O Governo fez um grande esforço para que hoje possamos lançar oficialmente esta iniciativa”, disse.

“As vantagens da governação eletrónica são muito grandes, e as Tecnologias de Informação e Comunicação [TIC] ajudam a prestar um melhor serviço ao cidadão e aos parceiros do setor privado”, afirmou.

Taur Matan Ruak falava no Palácio do Governo em Díli no lançamento do projeto fibra ótica terrestre que visa fortalecer o Governo eletrónico e aproximar o executivo e os cidadãos em todo o país.

“Cada vez mais o serviço se torna mais lento, mais complicado. Então dou parabéns pelo esforço de completar este processo, apesar das muitas dificuldades encontradas. E encorajo Ministérios e outras instituições a usar esta nova rede”, afirmou.

“É um passo muito positivo que no fundo profissionaliza a administração pública permite mais rapidez no trabalho e economiza tempo e recursos”, sustentou.

Roberto Sousa, diretor executivo da TIC Timor, organismo público responsável pelo desenvolvimento do projeto, sublinhou a importância do projeto para o desenvolvimento do Governo eletrónico em Timor-Leste.

Um processo que mudará e melhorará a forma como o Governo opera e a forma como se relaciona com a cidadania, “facilitando a comunicação entre as instituições do Governo e demais estruturas públicas”.

Isso permitirá, igualmente, cidadãos e empresários comunicar de forma mais facilitada com o Estado para reduzir a necessidade de documentos em papel, explicou.

“A Tecnologia de Informação e Comunicação é importante para o êxito futuro da nação. Ajuda a criar um governo moderno, eletrónico, mais simples e menos burocrático”, disse, explicando que a rede será implementada de forma faseada.

A instalação da rede começou a par da construção da rede elétrica nacional com mais de 600 quilómetros de cabos OPGW com a rede elétrica, durante os IV e V Governos.

Os cabos OPGW (sigla inglesa de Overhead Power Ground Wire) são fios de terra instalados nas linhas elétricas de alta tensão nos quais são introduzidos cabos de fibra ótica, e que funcionam tanto como para-raios como para transmissão de dados e voz.

A ampliação do projeto da fibra ótica terrestre começou no VI Governo em 2016 quando foram feitas as primeiras estimativas e iniciado o processo de concurso, tendo o VII Governo, no ano seguinte, assinado um acordo com a Timor Telecom.

Com um valor de cerca de 1,88 mil milhões de dólares, o projeto abrangia, em concreto, a interligação da rede fibra ótica entre as subestações da EDTL (Eletricidade de Timor-Leste) e os edifícios da administração municipal nos 12 municípios.

Está igualmente incluída a ligação entre os municípios e os centros de dados do gabinete do primeiro-ministro, permitindo ao Governo ter a sua própria rede privada e assim avançar com o processo de ampliação do Governo Eletrónico.

O contrato inclui um período de três anos de suporte e manutenção da Timor Telecom, empresa que está disponível para "cooperar na expansão a partir desta rede, para a cobertura de todas as instituições do Estado em todos os Municípios".

Inicialmente o projeto deveria estar concluído em março de 2018 mas acabou por ser afetado pela situação política em Timor-Leste e pela proibição de exportação de equipamento da empresa ZTE, um dos fornecedores da Timor Telecom.

“Apesar disso foi possível concluir o processo”, disse Roberto Sousa, explicando que os funcionários públicos nos 12 municípios (ainda não há ligação ao enclave de Oecusse) estão agora ligados entre si.

Lusa

 


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