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Juncker "altamente preocupado" com a guerra comercial entre os EUA e a China

07 de Junho de 2019, 17:36

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, manifestou-se ontem "muito preocupado" com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China devido ao efeito negativo que pode ter nas economias a nível mundial.


"A primeira consequência será a diminuição do crescimento económico no mundo", realçou Juncker numa conferência de imprensa na cidade eslovena de Brdo pri Kranju, a noroeste de Liubliana.

O presidente da Comissão Europeia considerou "desnecessárias" as tensões comerciais que Washington e Pequim mantêm há meses, com a crescente imposição de taxas de importação por ambas as partes.

A situação tem gerado preocupação sobre o seu impacto na evolução da economia global e, em abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu em dois décimos a sua previsão sobre o crescimento mundial para 3,3%.

"Estou altamente preocupado com este desenvolvimento. Se estas duas partes (EUA e China) não conseguirem levar a bom termo este conflito, que não é necessário, não é bom para o comércio, para o intercâmbio, para o desenvolvimento social também neste continente e no resto do mundo", indicou Juncker.

Jean-Claude Juncker fez estas declarações à margem da reunião "Iniciativa dos Três Mares" (Adriático, Báltico e Negro) destinada a promover projetos de infraestruturas e energia nos países da Europa Central, no Báltico e nos Balcãs.

Os Estados Unidos e a China travam, desde o verão passado, uma guerra comercial e tecnológica que se tem vindo a agravar.

Os governos das duas maiores economias do mundo impuseram já taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de dólares de bens importados um do outro.

Washington colocou ainda a gigante chinesa das telecomunicações Huawei numa lista negra, que restringe as empresas dos EUA de fornecer 'chips', semicondutores, software e outros componentes, sem a aprovação do Governo.

Pequim retaliou com taxas adicionais sobre 60.000 milhões de dólares em bens produzidos nos EUA, que entraram em vigor no inicio de junho, e ameaçou estabelecer a sua própria lista de "entidades não confiáveis", que integraria empresas e particulares estrangeiros.

Lusa

 


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