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Fretilin, maior partido no parlamento timorense, reafirma que continuará na oposição

11 de Junho de 2019, 18:54

A Fretilin, maior partido no parlamento timorense, deliberou este fim de semana continuar a ser uma força da oposição, reafirmando o seu empenho na defesa do Fundo Petrolífero, a principal fonte de receitas do orçamento nacional.


O partido analisou a atual situação em Timor-Leste numa reunião longa, este fim de semana, do seu Comité Central, referindo em comunicado o “impasse institucional e de confrontação inaceitável” que se vive no país.

A tensão entre a coligação do Governo e a Presidência da República tem marcado o debate político, dominando o debate parlamentar nas últimas semanas.

Em comunicado, e quando se debate o futuro do VIII Governo Constitucional, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) reafirma “a sua posição como Partido da oposição durante o mandato corrente”.

Reafirmando que “continuará a fazer todos os esforços para garantir a soberania e o Estado de direito democrático”, o partido explica que vai “continuar a defender o fundo soberano e a opor-se a delapidação do mesmo, em prol do bem-estar da nação e do povo”.

Uma posição que mostrou quanto contestou a decisão do executivo recorrer ao Fundo Petrolífero para comprar uma posição maioritária no consórcio do Greater Sunrise, primeiro passo numa estratégia de desenvolvimento da costa sul do país – que inclui um gasoduto para Timor-Leste e que custará até 12 mil milhões de dólares.

Afirmando que vai “procurar encontrar medidas estruturantes de estado e políticas globais para o desenvolvimento nacional”, a Fretilin refere que vai “exigir o debate em relação aos investimentos na costa Sul, de forma a limar as diferenças”, mandatando o secretário-geral, Mari Alkatiri a “dialogar com as outras forças políticas no país, em particular com os líderes nacionais”.

A reunião do Comité Central da Fretilin decorreu numa altura em que em Timor-Leste se continua a debater uma possível remodelação no Governo, no intuito de colmatar o facto de que pelo menos nove membros do executivo, indigitados pelo primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, continuam sem ser nomeados pelo Presidente da República.

Uma situação que deixou enfraquecida no Governo a posição do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), o maior dos três partidos da coligação do executivo, a Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), de onde são oriundos a maioria dos nove membros.

Nos últimos meses têm-se sucedido noticias na imprensa sobre essa possível mudança no executivo, incluindo com a eventual inclusão de membros dos dois partidos do VII Governo, o executivo anterior, o Partido Democrático (PD) e a Fretilin.

Fonte do Comité Central da Fretilin admitiu à Lusa que alguns membros do partido – de um grupo que chegou a ser apelidado como “os reformistas” - chegaram a considerar a possibilidade de vir a integrar um Governo “politicamente mais amplo”, caso houvesse convites nesse sentido.

Lusa

 


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