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Coligação do Governo timorense reúne-se para “consolidar” coordenação

14 de Junho de 2019, 21:38

A coligação do Governo timorense reúne-se no fim de semana, em Díli, para fazer um ponto da situação governativa e consolidar a coordenação com parlamento e partidos, disse ontem à Lusa o número dois do maior partido.


“Convoquei esta reunião para melhorar a coordenação e a gestão para o futuro”, explicou à Lusa Francisco Kalbuadi Lay, secretário-geral do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e responsável da diretiva nacional da Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), a coligação do Governo.

Lay disse que a reunião foi convocada após encontros dos líderes do CNRT, Xanana Gusmão, do Partido Libertação Popular (PLP), Taur Matan Ruak (atual primeiro-ministro), e José Naimori, do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO).

A AMP venceu as legislativas de 2018 com maioria absoluta.

O encontro terá a participação dos membros do Governo e do Parlamento Nacional e da Comissão Política Nacional (CPN) de cada um dos três partidos.

Francisco Kalbuadi Lay excluiu, para já, mexidas no Governo, afirmando que o essencial é perceber, com um ano de Governo e quase meio ano de governação em 2019, “como estão as coisas”.

Questionado sobre um alegado mal-estar entre militantes do CNRT relativamente à ação governativa, Lay reafirmou a “confiança máxima em Taur Matan Ruak para liderar este Governo até ao fim” e admitiu ser normal que haja uma “falha aqui ou uma falha ali”.

“São três partidos, de vez em quando há falhanços. Por isso, vamos sentar-nos juntos e acredito que vamos dar toda a nossa confiança a Taur Matan Ruak para liderar este VIII Governo até ao fim”, afirmou.

Sobre algum vazio da voz política do CNRT no executivo, Kalbuadi Lay recorda que isso se deve ao facto de “nove membros não estarem presentes” no executivo.

“Estamos nisto há quase um ano e essa situação não mudou. Mas, apesar disso, as coisas vão andando”, disse.

A reunião ocorre praticamente um ano depois da posse dos primeiros membros do Governo, com o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, a recusar 12 nomes, com o argumento de terem processos na justiça ou um “perfil ético controverso”.

A AMP acabou por apresentar três novos nomes que foram aceites e nomeados pelo Presidente, mas posteriormente pediu o adiamento 'sine die' da respetiva posse, “em solidariedade" com os que não foram recusados.

Kalbuadi Lay defendeu não haver motivo para indicar outros nomes, referindo que os tribunais “confirmaram que não havia nenhum caso contra” algum os nove recusados.

“Não há argumento válido para o Presidente manter esta posição”, afirmou.

Lusa

 


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