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Sevenair vai ajudar Timor-Leste a elaborar estratégia para o transporte aéreo

11 de Setembro de 2019, 23:42

O administrador da Sevenair, Alexandre Alves, disse hoje que aquela empresa de aviação portuguesa vai ajudar Timor-Leste a elaborar uma estratégia para o setor dos transportes aéreos, no qual o país é dependente de operadores indonésios e australianos.


Em entrevista à agência Lusa, na cidade da Praia, Alexandre Alves disse que a Sevenair já foi abordada por dois governos distintos para analisar o mercado timorense, o que está a fazer neste momento, tendo já realizado duas visitas ao território.

Nestas visitas, acrescentou, a empresa constatou que Timor-Leste tem um grande problema, que é a distância, mas, ao mesmo tempo, pode ser uma oportunidade, “porque nem toda a gente está disposta a investir tão longe”.

Também constou que existem algumas semelhanças com Cabo Verde, país onde a Sevenair iniciou operações no ano passado, ao alugar um avião ao Estado cabo-verdiano para o transporte de doentes.

“Apesar de eles [Timor-Leste] estarem numa ilha apenas, as acessibilidades entre as cidades não existem, para fazer 80 quilómetros de estrada demoram três/quatro horas, é quase como se tivessem em ilhas”, constatou Alves.

O responsável empresarial notou que não existe uma cobertura aérea neste momento em Timor-Leste e que foi feito algum investimento a nível de aeroportos, mas não existe transporte aéreo.

“Nesta fase, o que propusemos fazer é ajudar o Governo a delinear uma estratégia para o transporte aéreo, porque penso que neste momento é o que falta”, disse, afirmando que o país está 100% dependente de empresas indonésias e australianas.

“É necessário criar aqui alguma independência do território, até para garantir a soberania nacional. O transporte aéreo é uma ferramenta muito importante nesse sentido e nós propusemos a delinear esse plano estratégico para o setor aeronáutico”, reforçou Alexandre Alves, à Lusa.

Só depois de elaborar essa estratégia e ajudar a encontrar soluções a Sevenair poderá avaliar a possibilidade de entrar no mercado timorense, segundo o administrador comercial.

“Existem algumas restrições, dada a distância, mas também existem oportunidades. A avançar para lá é algo que estamos a falar para alguns anos, não é algo que se possa fazer no próximo ano”, manifestou.

Alexandre Alves vincou que, neste momento, a “grande aposta” da Sevenair é o mercado cabo-verdiano, onde vai iniciar a 14 de outubro próximo a formação de Técnico de Manutenção de Aeronaves (TMA), em parceria com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

Com 32 anos de história, a Sevenair é uma das principais academias aeronáuticas da Europa, tendo neste momento perto de 700 alunos, de 36 nacionalidades, com formações em todas as áreas da aviação.

Lusa

 


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