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Vencedor do Nobel da Paz diz que este foi um prémio "dado a África"

11 de Outubro de 2019, 23:57

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, vencedor do Nobel da Paz deste ano, disse hoje sentir-se "honrado" e "encantado" e considerou que este foi "um prémio dado à África".


"Creio que outros líderes em África pensam que é possível trabalhar nos processos de construção da paz no nosso continente", disse o jovem líder etíope, numa breve conversa por telefone com as instituições do Nobel.

Muitos etíopes já estão a manifestar a sua alegria com a entrega do prémio Nobel da Paz ao primeiro-ministro reformista e alguns até estão a mudar as suas fotos de perfil, nas redes sociais, para a de Abiy Ahmed.

Mesmo aqueles que pressionaram Abiy a fazer mais, elogiam-no agora.

O ativista proeminente Jawar Mohammed diz que o prémio é "um reconhecimento merecido, por aquele responsável ter acabado com o impasse sem sentido com a Eritreia" e por encerrar um dos conflitos mais antigos de África.

Mas acrescentou que ainda resta muito trabalho para garantir a "transição pacífica e bem-sucedida da democracia na Etiópia", alertando que as realizações regionais de Abiy dependem da paz interna de seu país.

O prémio Nobel da Paz foi hoje atribuído ao primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed Ali, informou o Comité Nobel norueguês.

De acordo com o comunicado divulgado pelo júri, o prémio foi atribuído ao primeiro-ministro da Etiópia pelo "seu importante trabalho para promover a reconciliação, a solidariedade e a justiça social".

O prémio também visa reconhecer "todas as partes interessadas que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África”, sublinha a nota.

“Abiy Ahmed Ali iniciou importantes reformas que proporcionam a muitos cidadãos a esperança de uma vida melhor e de um futuro melhor", acrescenta o comunicado.

O Comité Norueguês do Nobel acredita que é agora que os esforços de Abiy Ahmed merecem reconhecimento e precisam de incentivo.

No ano passado, o prémio foi atribuído ao médico congolês Denis Mukwege e à ativista de direitos humanos Nadia Murad devido aos esforços dos dois laureados para acabar com a violência sexual como arma nos conflitos e guerras de todo o mundo.

Lusa

 


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