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Governo timorense acompanha situação na Guiné-Bissau com preocupação

05 de Novembro de 2019, 19:04

O Governo timorense está a acompanhar com preocupação a situação na Guiné-Bissau, considerando crucial que as leis e a constituição do país sejam respeitadas no quadro do processo eleitoral em curso.


“As eleições estão marcadas, houve um incidente que voltou a causar esta situação atual. É uma questão interna, mas apelamos para que se respeitem as leis e a constituição”, disse à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros Dionísio Babo.

“O importante é poder proceder com as eleições de forma democrática e de acordo com a lei e a constituição”, afirmou.

Babo recordou que o Governo timorense tem apoiado o processo eleitoral na Guiné-Bissau e que, caso a situação se agrave, esse apoio “pode estar em risco”.

Em setembro o Conselho de Ministroa aprovou um pacote de apoio de 300 mil dólares para assistência técnica e financeira para a organização e realização das eleições presidenciais solicitado pelo Governo Guineense.

Tomás do Rosário Cabral foi nomeado para Representante Especial do Governo, com a missão de “proceder à identificação dos obstáculos à organização e realização das operações de recenseamento eleitoral e de eleições livres e justas”.

A propósito da situação na Guiné, o Governo timorense explica em comunicado estar a “acompanhar com preocupação o desenvolvimento da situação política na Guiné-Bissau”, apelando “a todos os atores políticos para manterem uma postura de rigor e estrita observância da ordem constitucional e das leis vigentes no país”.

“O Governo de Timor-Leste manifesta também a sua solidariedade para com o povo irmão da Guiné-Bissau, e o apoio para que as eleições presidenciais, marcadas para o dia 24 de novembro próximo, decorram num ambiente de tranquilidade e segurança permitindo à Guiné-Bissau caminhar para a estabilidade e desenvolvimento”, refere.

Recorde-se que o Presidente guineense, José Mário Vaz, candidato às eleições presidenciais e cujo mandato terminou a 23 de junho, demitiu na segunda-feira o Governo liderado por Aristides Gomes e nomeou no dia seguinte Faustino Imbali como primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a CPLP e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente José Mário Vaz e disseram que apenas reconhecem o Governo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.

A Guiné-Bissau tem presidenciais marcadas para 24 de novembro e a segunda volta, caso seja necessária, vai decorrer a 29 de dezembro.

Lusa

 


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