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Timor Resources começa perfurações petrolíferas em março no sul do país

06 de Novembro de 2019, 20:04

A empresa Timor Resources começa em março perfurações em três poços na região de Suai, a sul de Díli, onde estima existirem reservas de 143 milhões de barris, disse à Lusa um responsável.


“Completamos os testes sísmicos em Betano e em Suai e já temos resultados oficiais dos testes em Suai que indicam cinco locais para perfuração, das quais em março começaremos a perfurar três”, disse à Lusa Filomeno de Andrade, responsável máximo da Timor Resources (TR) em Timor-Leste.

Filomeno de Andrade acrescentou que o cenário “médio” aponta a “previsões de 143 milhões de barris” nos três poços que vão começar a ser explorados, antecipando-se que a produção comece no último trimestre de 2020.

Em curso, disse, está agora uma última análise ambiental, com equipas no terreno a recolherem amostras de solo, ar e água, para completar os últimos processos antes da instalação do material de perfuração.

“Estas atividades estão a decorrer. Estamos igualmente a concluir as consultas às comunidades. Não tem havido qualquer problema com as comunidades locais que participará, tanto em empregos diretos, como em indiretos”, explicou.

O equipamento necessário, disse, também está a ser preparado na Indonésia e nos Estados Unidos para envio de Timor-Leste e que vão ser construídos oito tanques em Suai Loro, para armazenar o crude que será depois vendido, em bruto, para o estrangeiro.

“Temos grandes esperanças de que os resultados sejam benéficos não só para a companhia, mas também para Timor-Leste”, frisou.

“Estamos satisfeitos pelo trabalho pioneiro em Timor, pela colaboração bastante grande com a Autoridade Nacional de Petróleo e eu como timorense sinto-me orgulhoso disso”, afirmou.

Filomeno de Andrade apontou ainda que o custo das três perfurações – em Karau (1.400 metros), Kumbili (1.600 metros) e Laisapi (1.799) - deverá rondar os 55 milhões de dólares (49,65 milhões de euros), assumidos na totalidade pela TR.

Cada perfuração demorará dois meses sendo feitas de forma sucessiva, sendo depois feitos furos de avaliação (seis meses depois) para confirmar a dimensão estimada do lençol.

Recorde-se que o Governo timorense concedeu em abril de 2017 à TR as primeiras licenças de exploração e produção de petróleo no interior do país, abrangendo uma área de cerca de dois mil quilómetros quadrados em quatro municípios do sul do país.

O Bloco A - nos municípios de Covalima e Maliana - e o Bloco C - nos municípios de Manufahi e Ainaro - foram adjudicados, em regime de Contratos de Partilha de Produção (PSC), à Timor Resources Pty Ltd, uma empresa australiana que faz parte do Nepean Group.

O responsável explicou que a empresa já investiu cerca de 18 milhões de dólares nos projetos, um valor que não é de grande dimensão tendo em conta a empresa mãe, a Nepean, “maior empresa australiana fornecedora de equipamento de minas, e que se pode tornar na maior do mundo” depois de adquirir em 2018 a europeia Sanvic.

Uma aposta de uma empresa familiar que, “está em Timor não apenas pelo petróleo e gás, mas também para apoiar o país, a pensar na população”.

As receitas serão divididas 50-50 com a Timor Gap, sendo que o lucro estimado da TR é de “cerca de 8%” das receitas.

Lusa

 


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