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Guiné-Bissau: Brasil manifesta apoio ao primeiro-ministro Aristides Gomes

06 de Novembro de 2019, 20:55

O Governo brasileiro manifestou ontem apoio ao primeiro-ministro Aristides Gomes, demitido pelo Presidente guineense, e disse esperar que as eleições presidenciais se realizem em 24 de novembro, segundo uma nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.


“O Governo brasileiro acompanha os desdobramentos políticos recentes na Guiné-Bissau, país com o qual mantém históricos e tradicionais vínculos e importantes projetos de cooperação, na expectativa de que todos os seus atores políticos contribuam para a realização das eleições em 24 de novembro, essenciais para a consolidação da paz e da estabilidade daquele país”, lê-se na nota, divulgada na segunda-feira.

“O Brasil expressa o seu apoio ao Governo da Guiné-Bissau, chefiado pelo primeiro-ministro Aristides Gomes, e reitera sua intenção de cooperar, bilateralmente e em conjunto com parceiros internacionais, como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para a consolidação da sua democracia e do seu desenvolvimento”, acrescentou.

A Guiné-Bissau vive um momento de grande tensão política: o país tem neste momento dois governos e dois primeiros-ministros, nomeadamente Aristides Gomes e Faustino Imbali.

O Presidente guineense deu posse no dia 31 de outubro a um novo Governo, depois de ter demitido o executivo liderado por Aristides Gomes em 28 de outubro, e afirmou no domingo que a sua decisão "é irreversível".

A União Africana, a União Europeia, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a CPLP e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.

O Governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por este ser candidato às eleições presidenciais, por o seu mandato ter terminado em 23 de junho - cinco anos após ter tomado posse como chefe de Estado - e por ter ficado no cargo até agora por decisão da CEDEAO.

Uma missão da CEDEAO, que chegou no sábado ao país, reforçou no domingo que a organização apoia o Governo de Aristides Gomes e voltou a ameaçar impor sanções a quem criar obstáculos à realização das presidenciais em 24 de novembro.

Na segunda-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçou com novas sanções a todos aqueles que "minem a estabilidade" da Guiné-Bissau.

O Presidente convocou uma reunião do Conselho Superior de Defesa, mas não foram divulgadas conclusões do encontro.

Lusa

 


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