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Novo presidente do enclave de Oecusse quer atrair investimento para a região

07 de Novembro de 2019, 22:47

O novo presidente da Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), José Luis Guterres, disse hoje que quer dar continuidade ao trabalho feito na região, procurando atrair mais investimentos para o enclave.


“Quaisquer que sejam as diferenças políticas, houve um orçamento que foi implementado em Oecusse e as obras são conhecidas”, afirmou, em declarações à Lusa.

“Da minha parte aprecio o que foi feito, e o que devo fazer é continuar o que foi feito e encontrar novas formas de trazer investimentos para Oecusse”, sublinhou, escusando-se a definir prioridades até que assuma funções e a sua equipa tome posse.

José Luis Guterres foi nomeado na quarta-feira, numa resolução aprovada na reunião de hoje do Conselho de Ministros, segundo um comunicado na página do primeiro-ministro Taur Matan Ruak.

“Prefiro falar dessa questão [das prioridades] depois da tomada de posse e da reunião com a equipa que vai trabalhar”, considerou.

“Eu não quero personalizar a gestão de Oecusse. Hoje a gestão moderna é uma gestão de equipa. Quero que o sucesso seja de toda a equipa e sobretudo do povo de Oecusse”, disse.

O antigo chefe da diplomacia disse à Lusa que soube da decisão do primeiro-ministro no início da semana, quando Taur Matan Ruak o convidou para um encontro no Palácio do Governo durante o qual lhe fez a proposta.

“Sou combatente e como tal não poderia abandonar desafios, dificuldades para me acomodar num sítio mais confortável, com mais benefícios pessoais e não aceitar esse desafio, essas dificuldades. Por isso disse que estava disponível”, afirmou.

Guterres, conhecido como ‘Lugo’, disse que recordou ao chefe do Governo que o Presidente da República já tinha aprovado a sua nomeação como embaixador em Genebra.

“Rapidamente disse que em termos pessoais preferia estar num sítio mais confortável, que é Genebra, e num trabalho que conheço bem. De qualquer forma disse que sim [a Oecusse], dada a situação do país e as responsabilidades históricas que tenho para com esse país”, afirmou.

“Nas nossas vidas há momentos em que temos de decidir se escolhes o caminho fácil mais benéfico para a tua pessoa ou outra situação mais difícil, com maiores desafios, mas que pode beneficiar muito mais pessoas.

Guterres afirmou que o trabalho na região será feito em colaboração com o Governo nacional e a população do enclave, especialmente os formados mais jovens.

“Há muitas pessoas mais inteligentes que eu, melhores gestores que eu, talvez tenham mais experiência. Reconheço isso”, afirmou.

“Certamente muitos jovens de Oecusse estão formados em universidades no exterior. E é essa junção de inteligência, conhecimento e experiência, com o apoio do povo de Oecusse e das suas estruturas tradicionais que poderemos fazer mudar Oecusse para que o povo tenha uma melhor vida”, afirmou.

O Governo ainda não anunciou a data da tomada de posse de José Luis Guterres.

Lusa

 


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