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Banco Mundial aprova nova estratégia para apoio a Timor-Leste centrada no crescimento

27 de Novembro de 2019, 20:34

O crescimento económico, infraestruturas e capital humano são os três eixos principais do novo Quadro de Parceria (CPF) 2020-2024 do Banco Mundial para Timor-Leste, aprovado hoje pela direção da instituição.


Segundo o Banco Mundial, o novo quadro pretende “apoiar o Governo de Timor-Leste na transformação da sua riqueza natural em capital humano melhorado e infraestrutura sustentável”.

Fonte oficial da instituição explicou à Lusa que o pacote total de assistência ascende a cerca de 100 milhões de dólares em empréstimos concessionados.

Desse valor, 60 milhões de dólares para estradas, 25 milhões de dólares para água e saneamento e 15 milhões de dólares para educação.

A nova estratégia de cinco anos está alinhada com o Plano Estratégico de Desenvolvimento de Timor-Leste (2011-2030) e com os esforços do Governo timorense para levar Timor-Leste ao grupo de países com rendimento médio, em 2030, combatendo a erradicação da pobreza extrema.

“Timor-Leste fez progressos significativos no sentido de alcançar os seus objetivos de desenvolvimento desde a independência em 2002”, disse o diretor interino para a Indonésia e Timor-Leste, Rolande Pryce.

“No entanto, os principais desafios permanecem, especialmente no desenvolvimento de capital humano e na melhoria da qualidade dos gastos públicos. Este QP segue o compromisso de longo prazo do Banco Mundial com Timor-Leste”, referiu ainda.

A estratégia, sublinhou, “apoiará o Governo a fortalecer seus sistemas de gestão financeira pública e a financiar investimentos em educação, água e saneamento e infraestrutura de conexão”.

O responsável nacional da IFC para Timor-Leste, Indonésia e Malásia, Azam Khan, sublinhou a importância do papel do setor privado “para diversificar a economia de Timor-Leste e também expandir o acesso das pessoas aos serviços e fornecer a infraestrutura necessária”.

“As áreas potenciais para aumentar a participação do setor privado incluem o agronegócio e o turismo, que apoiarão a diversificação económica e ajudarão a criar empregos necessários para que as pessoas realizem seu potencial. Além disso, o papel do setor privado na melhoria do acesso ao financiamento ajudará as pequenas e médias empresas, especialmente as que são detidas por mulheres, a expandir-se”, considerou ainda.

Entre outras medidas, a nova estratégia aposta no “fortalecimento das bases para o crescimento liderado pelo setor privado, particularmente na agricultura e no turismo”, disse Azam Khan.

Quer ainda apoiar na melhoria da qualidade dos serviços públicos, com investimentos em educação, saúde, proteção social, água e saneamento e aumentar a produtividade “conectando comunidades, especialmente agricultores, através de investimentos em transporte e infraestrutura digital”.

A estratégia será executada pelas organizações que integram o grupo do Banco Mundial, que incluem a Corporação Financeira Internacional (IFC), que se centra no setor privado, e a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA), que disponibiliza seguro contra riscos políticos e garantias de melhoria de crédito.

A nova estratégia é sustentada por um Diagnóstico Sistemático do País (SCD), uma análise abrangente das oportunidades e desafios em Timor-Leste, refletindo ainda consultas com o Governo, parceiros de desenvolvimento, setor privado, sociedade civil e academia.

Lusa

 


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