Página gerada às 12:33h, terça-feira 10 de Dezembro

Secretário-Geral da UDT assume cargo de deputado no parlamento

02 de Dezembro de 2019, 22:09

O secretário-geral da União Democrática Timorense (UDT), Francisco David Xavier Carlos, assumiu hoje as funções de deputado no Parlamento Nacional, em substituição do ex-presidente Gilman dos Santos, que morreu no mês passado.


Francisco Carlos assumiu funções no início da sessão plenária desta manhã, que marcou igualmente o arranque do debate na generalidade da proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE).

Gilman dos Santos, de 63 anos, morreu no dia 26 de novembro no Hospital Nacional Guido Valadares, para onde foi levado depois de se ter sentido mal em casa.

Na passada quarta-feira, dia do funeral, foi realizada uma sessão solene no Parlamento em homenagem ao deputado Gilman dos Santos.

Gilman Exposto dos Santos nasceu a 04 de julho de 1956 em Fatubessi, Ermera, perdeu o irmão e o pai na guerra civil de 1975 contra a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).

Durante a ocupação indonésia de Timor-Leste foi funcionário do Governo, entre 1977 a 1979, e de 1987 a 2012 esteve ligado à Fundação para o Projeto de Agricultura e Desenvolvimento de Timor Leste (ETADEP).

Cunhado de Xanana Gusmão, Santos, a mulher Armandina e dois filhos foram presos pouco depois da detenção do líder histórico timorense em 1992. Na altura, Santos era membro de uma organização de ajuda católica e a mulher secretária particular do governador indonésio Mário Viegas Carrascalão.

Já depois da independência, e entre outros cargos, Santos foi cofundador da Academia de Café de Timor-Leste.

Um dos filhos, Nilton Gusmão, é um dos empresários timorenses com maior êxito, com investimentos em vários setores de atividade.

Santos era presidente da UDT desde fevereiro de 2010, sucedendo a João Viegas Carrascalão.

A UDT, primeiro partido político criado em Timor-Leste, a 11 de maio de 1974, não conseguiu eleger deputados nas eleições de 2012 e 2017.

Nas legislativas antecipadas de 2018, a UDT juntou-se a outros partidos numa coligação que conseguiu obter três mandatos no parlamento.

Lusa

 


Comentários

Critério de publicação de comentários