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Valor das atividades de negócios em Timor-Leste caiu 4,2% em 2018

05 de Dezembro de 2019, 00:28

O valor acrescentado pelas atividades de negócios não-petrolíferos em Timor-Leste recuou mais de 4,2% entre 2017 e 2018, e o emprego setorial caiu 8,5%, segundo um estudo do Ministério das Finanças.


No emprego, a análise mostra uma queda de 8,5%, face ao final de 2017.

A queda do Valor Industrial Agregado (VIA) é particularmente acentuada fora da capital timorense onde se registou, globalmente, uma descida de 23,8%, comparativamente à queda de 0,6% registada em Díli, onde confluem grande parte das empresas.

Os dados fazem parte da nona edição do Inquérito às Atividades de Negócios (IAN) em Timor-Leste, produzida pela Direção Geral de Estatísticas do Ministério das Finanças, com apoio da agência nacional de estatística da Austrália, e divulgado esta semana.

O VIA é uma medida do contributo do setor para a economia económica, calculado como a diferença entre o valor de mercado do 'output' do setor e a compra de materiais e despesas na produção desse 'output'.

Estimando que 53 mil pessoas estavam empregadas pelo setor empresarial – 44.400 em Díli e 8.500 nos municípios – no final de 2018, o estudo refere que o rendimento total deste setor foi de 1.875 milhões de dólares.

O VIA ascendeu a 587,4 milhões de dólares (530,3 milhões de euros) no ano passado.

“Empresas em Díli empregam cerca de 84% de todos os trabalhadores do setor de negócios não-petrolíferos de Timor-Leste e contribuem com 88% do VIA em 2018”, explicou o responsável da Direção Geral de Estatísticas do Ministério das Finanças, Elias dos Santos Ferreira.

O estudo indica um salário médio de 3.100 dólares por ano, valor mais elevado em Díli (3.400 dólares) do que nos municípios (1.600 dólares).

O valor de “compensação a empregados”, em dinheiro ou bens, caiu no ano passado 5,3% para 187,6 milhões de dólares.

Em termos setoriais, o comércio grossista e de retalho é o maior empregador (16.300 trabalhadores) e que representa mais rendimentos – 985,7 milhões de dólares, à frente do setor de construção que emprega 11.800 pessoas e teve rendimentos em 2018 de 418,6 milhões de dólares.

O setor de manufatura, que representa 5.300 empregos, teve rendimentos muito mais reduzidos de 73,3 milhões de dólares.

Seguem-se setores como restauração e alimentação (5.000 empregos), informação e comunicação (1.400), transporte e logística (1.000 empregos) e o setor financeiro e de seguros (800 trabalhadores).

Para o estudo, o IAN consultou uma amostra de 3.135 das 7.117 empresas envolvidas no setor não petrolífero em todo o país, principalmente nas principais cidades de cada município, como explicou o diretor-geral de Estatísticas, Elias Ferreira.

A sondagem abrange todas as empresas financeiras (bancos e companhias de seguros), bem como as empresas não financeiras públicas e privadas, ficando de fora estruturas do Governo e atividades do setor informal.

Só foram incluídas instituições sem fins lucrativos que tenham obtido mais de 50% dos seus rendimentos de atividades comerciais.

“Os dados ajudarão o Governo a identificar e abordar questões políticas relacionadas ao desempenho do ambiente de negócios timorense como um todo, ou relacionadas ao progresso de setores específicos da economia”, notou Ferreira.

“A pesquisa também fornece ao Governo e outras partes interessadas, incluindo o próprio setor comercial, uma ideia dos números de empregos e o tamanho e a composição das receitas, despesas e lucros das empresas que atuam em diferentes partes da economia”, referiu ainda.

Lusa

 


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