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Indonésia reforça presença militar no mar do Sul da China

07 de Janeiro de 2020, 20:15

A Indonésia reforçou com quatro navios de guerra a presença numa zona do mar do Sul da China onde se encontram várias embarcações da China, o que desencadeou uma crise diplomática entre os dois países.


"A polícia e a agência de segurança marítima indonésia estão a aumentar a presença militar na zona", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros indonésio, Teuku Faizasyah.

O porta-voz confirmou que embarcações chinesas permanecem em águas próximas das ilhas Natuna, que para Jacarta integram a zona económica exclusiva, mas que Pequim reclama como suas.

As forças armadas indonésias têm atualmente dez barcos militares destacados na zona.

"Não se pode negociar a soberania do território do nosso país", declarou na segunda-feira o Presidente indonésio, Joko Widodo, durante uma reunião do conselho de ministros.

Os barcos de pesca chineses chegaram a Natuna em finais do mês passado, o que levou o Ministro dos Negócios Estrangeiros indonésio a convocar o embaixador da China em Jacarta e também a enviar uma missiva diplomática na qual defendia a soberania territorial indonésia.

"Queremos que a China, como membro da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, respeite o que diz o tratado", indicou, na segunda-feira, a chefe da diplomacia indonésia, Retno Marsudi.

Por seu lado, o Ministério da Segurança, Mahfud MD, anunciou o envio de 120 pesqueiros para explorar a região marítima em disputa, rebatizada em 2017 por Jacarta como o mar do Norte de Natuna.

O conflito pelas ilhas Natuna remonta a 2016, quando a Indonésia decidiu construir bases militares, na sequência de uma série de confrontos com pesqueiros chineses.

A China reclama cerca de 90% do mar do Sul da China, um espaço marítimo essencial para o comércio internacional e potencialmente rico em recursos naturais e energéticos, partilhado por países como as Filipinas, o Vietname, a Malásia, o Brunei ou Taiwan, além da Indonésia.

Lusa

 


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