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Presidente polaco pode boicotar cerimónia sobre Holocausto em Israel

07 de Janeiro de 2020, 22:54

O eventual boicote do presidente da Polónia à cerimónia em Israel dos 75 anos da libertação do campo nazi de Auschwitz, se não puder falar antes ou depois do presidente da Rússia, é discutido hoje em Varsóvia.


Andrzej Duda convocou para hoje uma reunião para discutir a sua participação no evento, bem como a situação no Médio Oriente após o assassínio do principal general do Irão pelos Estados Unidos.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Pawel Jablonski, disse hoje ser “inadmissível” que Duda não seja autorizado a falar durante o Fórum Mundial do Holocausto, que decorre a 22 e 23 de janeiro no Yad Vashem em Jerusalém.

Vladimir Putin, convidado pelo presidente israelita, Reuven Rivlin, é o orador principal.

A Polónia está especialmente preocupada com declarações recentes de Putin atribuindo alguma culpa a Varsóvia pelo início da Segunda Guerra Mundial.

Mentiras deliberadas, segundo o primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki.

A Polónia foi a primeira vítima da Segunda Guerra Mundial, tendo sido atacada em setembro de 1939 pelas tropas da Alemanha nazi e da União Soviética.

Na cerimónia em Israel deverão participar também os presidentes da França, Alemanha, Itália e Áustria.

A Polónia vai assinalar o aniversário da libertação de Auschwitz pelo Exército Vermelho no dia preciso, a 27 de janeiro, no local do campo de extermínio nazi gerido pelos alemães em território polaco ocupado.

Mais de um milhão de pessoas morreu em Auschwitz, a maioria judeus europeus, mas também polacos, ciganos e prisioneiros de guerra russos.

Lusa

 


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