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PLP remete para PR solução da crise

24 de Janeiro de 2020, 17:45

O segundo partido da coligação do Governo remeteu hoje para as competências do Presidente da República uma solução para a crise política no país, causada pelo chumbo ao Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2020.


“A Constituição da República atribui ao senhor Presidente a competência para encontrar uma solução. E seja qual for essa solução, o PLP concorda e apoia. A solução é competência do senhor Presidente e o PLP não tem qualquer preferência”, disse hoje Abrão ‘Mate Resto’, primeiro vice-presidente do Partido Libertação Popular (PLP), do primeiro-ministro Taur Matan Ruak.

Uma delegação do PLP, segundo força da coligação do Governo, a Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), esteve hoje reunida durante cerca de uma hora com o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo.

“Toda a gente acompanhou que na semana passada o Orçamento Geral do Estado (OGE) chumbou. O Presidente convidou os partidos para informarmos sobre a situação atual na sequência do chumbo”, explicou.

Remetendo sempre a solução para o chefe de Estado, o dirigente do PLP recusou a clarificar a situação atual da própria AMP, tendo em conta os votos de abstenção e contra do seu maior partido, o CNRT, que levaram ao chumbo do OGE.

Essa votação levou o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, a afirmar na segunda-feira que a AMP “já não existe”, ainda que formalmente nenhum passo tenha sido dado dentro da coligação para formalizar esse divórcio, especialmente tendo em conta que a AMP se apresentou como coligação pré-eleitoral e obteve maioria absoluta nas eleições antecipadas de 2018.

Questionado pela Lusa sobre se o PLP vai formalizar qualquer pedido de dissolução da coligação, Abrão Mate Resto não respondeu, recordando apenas os princípios de fundação da coligação.

“A plataforma desde o início assentou em princípios: os partidos são aliados no parlamento nacional e garantem que votam a favor do programa do Governo, segundo que vota a favor do Orçamento Geral do Estado (OGE) e terceiro que apoiam leis estruturantes”, afirmou.

“Vocês acompanharam a situação em 2018 e 2019, os orçamentos foram aprovados. Mas em 2020 o orçamento foi chumbado. O Acordo é claro. Mas entregamos ao Presidente decidir a solução”, considerou.

O Presidente da República Lu-Olo convocou um conjunto de encontros com os partidos com assento parlamentar, juristas, ex-combatentes, sociedade civil e confissões religiosas, num processo que termina a 04 de fevereiro com a convocatória do Conselho de Estado.

Na quinta-feira Lu-Olo recebeu uma delegação do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), maior força da AMP, e uma delegação do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), terceira força política.

Recebeu ainda os partidos mais pequenos no Parlamento Nacional, a União Democrática Timorense (UDT) e a Frente Mudança (FM), cada um com um deputado.

Hoje está ainda previsto o encontro com a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), maior partido com assento parlamentar, atualmente na oposição.

Lusa

 


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