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Fretilin aceita participar em novo Governo se liderar o executivo

11 de Fevereiro de 2020, 20:14

A Fretilin, maior partido no parlamento e atualmente na oposição, só aceita integrar um novo executivo, como solução à crise política no país, se o liderar, disse à Lusa o seu chefe de bancada.


“Sim, participaremos em qualquer Governo, mas o novo Governo deve ser formado pela Fretilin e liderado pela Fretilin com o primeiro-ministro ou chefe do executivo da Fretilin”, afirmou à Lusa, Aniceto Guterres Lopes.

Apesar de afirmar que a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) está aberta a diálogo com qualquer força política e de que “seria melhor um diálogo sem pré-condições”, o ex-presidente do Parlamento, diz que o partido deve liderar o novo executivo.

Questionado sobre opções de coligação com o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), partido de Xanana Gusmão e a maior força da coligação pré-eleitoral do atual Governo, Aniceto Lopes disse que a Fretiiln está aberta a todas as opções.

“Temos preferência por alianças com os partidos com assento parlamentar, mas está tudo em aberto”, disse.

“A nível das lideranças ainda não houve contactos dos partidos. Esperámos a iniciativa do Presidente da República e vamos agora aguardar e esperar para ver que partidos querem abrir o diálogo”, sublinhou.

O líder da bancada da Fretilin comentava as declarações do Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, depois da reunião que promoveu na segunda-feira com líderes históricos do país, para a qual Xanana Gusmão foi convidado, mas onde não participou.

Lu-Olo explicou aos jornalistas que os participantes no encontro concordaram que eleições antecipadas são o "último recurso” para resolver a crise no país, que os partidos no parlamento devem encontrar uma solução e que, até lá, o primeiro-ministro Taur Matan Ruak continua em plenitude de funções.

Xanana Gusmão, por seu lado, afirmou no fim de semana em entrevista televisiva que eleições antecipadas são a única solução “justa e democrática” para a crise política no país, agravada em janeiro pelo chumbo do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2020.

Esse chumbo, devido aos votos contra e abstenções dos deputados do CNRT, surge depois de meses de críticas do CNRT à decisão de Lu-Olo se recusar a dar posse a mais de uma dezena de membros do Governo, a maioria do partido de Xanana Gusmão.

Aniceto Guterres Lopes disse que a Fretilin está pronta para ajudar a encontrar uma solução para a crise e recordou que o apelo de Lu-Olo “foi feito aos partidos e por isso qualquer aproximação ou qualquer contacto cabe aos partidos”.

Lusa

 


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