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Covid-19: Governo timorense lamenta casos isolados de intimidação a estrangeiros por causa do vírus

23 de Março de 2020, 21:32

O ministro da Reforma Legislativa e Assuntos Parlamentares timorense lamentou hoje a ocorrência de casos isolados de intimidação a cidadãos estrangeiros em Timor-Leste por causa da perceção errada de que a covid-19 é doença de estrangeiros.


“É como muita pena que ouço estes acontecimentos. O Governo vai fazer todo o esforço para conter e para acabar com estes atos isolados”, disse à Lusa o ministro Fidelis Magalhães.

“Temos que incentivar e promover mais o espírito solidário, especialmente perante estes temas difíceis”, considerou.

Vários cidadãos estrangeiros reportaram nos últimos dias à Lusa vários incidentes, nenhum deles com gravidade, de casos em que foram intimidados, com o uso da expressão “corona malae”, sendo esta palavra comummente usada em Timor-Leste para referir estrangeiros.

No domingo várias lojas de chineses em Timor-Leste fecharam as portas também depois de serem alvo de intimidação, mesmo depois de a comunidade empresarial chinesa ter organizado uma recolha de fundos para apoiar famílias afetadas pelas cheias de 13 de março em Díli.

A intimidação sentiu-se igualmente em Baucau em torno a professores portugueses destacados naquela que é a segunda cidade do país, levando o embaixador de Portugal a ordenar que os docentes fossem para Díli.

Parte da insegurança reportada pelos professores deveu-se a um conjunto de notícias falsas e rumores que circularam no fim de semana que tentaram relacionar o primeiro caso confirmado da covid-19 e um outro caso suspeito relacionado com Baucau.

“Quem vive há muitos anos em Timor e quem vem até cá e depois volta, mantendo uma ligação forte e um amor especial por Timor durante muito tempo, sabem que os timorenses não são um povo antiestrangeiro, antes pelo contrário”, disse Fidelis Magalhães.

Timor-Leste tem até ao momento um caso registado de Covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 324 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 14.300 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Lusa

 


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