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Covid-19: Nova Zelândia confina população, Austrália impõe apenas limites

24 de Março de 2020, 03:19

A Nova Zelândia anunciou ontem o encerramento de negócios e atividades públicas e confinamento obrigatório da população devido à pandemia da covid-19, enquanto a Austrália impôs limites ao movimento das pessoas, sem obrigar, no entanto, ao seu isolamento.


A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse ontem, em conferência de imprensa, que os centros e atividades não essenciais, incluindo escolas, restaurantes e eventos desportivos, vão fechar nas próximas 48 horas, recomendando à população que se isole em casa.

“Estas decisões representam a maior restrição de movimento aplicada aos neozelandeses na história moderna”, afirmou Andern, acrescentando que algumas instalações permanecerão abertas, como supermercados, farmácias e centros de saúde.

A Nova Zelândia registou ontem 36 novos casos de infeção por coronavírus, elevando o total para 112, a maioria dos quais foram contaminados fora do país, embora haja suspeitas de alguma transmissão local.

Na conferência de imprensa, a primeira-ministra alertou que, sem essas medidas, o número de infetados duplicará a cada cinco dias, os serviços de saúde serão inundados de pacientes e “dezenas de milhares de neozelandeses morrerão”.

Na Austrália, os locais de convívio social, entretenimento, desporto e de culto serão encerrados a partir de ontem.

As empresas afetadas pela ordem de fecho são bares, clubes, ginásios, cinemas, casinos, discotecas, locais de culto ou reuniões religiosas, entre outros, de acordo com o anúncio feito no domingo à noite pelo primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, após reunir-se com os chefes dos governos territoriais.

O Governo australiano indicou que serviços essenciais, como supermercados, creches, jardins de infância e escolas continuarão a funcionar normalmente, embora tenha deixado em aberto a possibilidade de serem mandados fechar caso a situação piore.

A pandemia da covid-19 já matou sete pessoas na Austrália e infetou mais de 1.600.

“Os australianos vão viver com o coronavírus durante pelo menos seis meses, pelo que nos disseram”, disse ontem Morrison, no parlamento de Camberra.

“Pode demorar mais. Não se pode fechar tudo durante três ou quatro semanas para que a crise passe. Não há solução a curto prazo”, acrescentou.

Tanto a Nova Zelândia como a Austrália proibiram, na semana passada, a entrada a turistas estrangeiros para conter o aumento de infeções pelo novo coronavírus.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 341 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 5.476 mortos em 59.138 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, conta com um total de 81.054 casos, tendo sido registados 3.261 mortes.

Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 2.182 mortos em 33.089 infeções, o Irão, com 1.812 mortes num total de 23.049 casos, a França, com 674 mortes (16.018 casos), e os Estados Unidos, com 390 mortes (31.057 casos).

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Lusa

 


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