Página gerada às 05:58h, quinta-feira 03 de Julho

Timor-Leste vai avaliar diplomacia pós-COVID-19, reforçando cooperação, afirma a nova MNE

26 de Junho de 2020, 02:37

A nova ministra dos Negócios Estrangeiros considera essencial rever as prioridades da diplomacia no contexto pós-COVID-19, olhando para o reforço da cooperação bilateral e multilateral do país.


“Temos o programa do Governo, e vamos continuar a avançar no que está previsto, mas temos que rever as prioridades, porque o problema da COVID-19 obriga a rever a diplomacia pós-COVID-19”, disse Adaljiza Magno em declarações à Lusa.

“Temos de olhar para a cooperação bilateral e queremos reforçar a cooperação multilateral”, considerou.

Adaljiza Magno, que tomou posse na quarta-feira como ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, disse que Timor-Leste, como o resto dos países, estão a olhar para os cenários no quadro da recuperação da pandemia.

“Ainda é cedo para dizer o que vamos fazer a nível do Ministério, mas temos que olhar para o futuro da diplomacia depois da COVID-19. Todos os países estão a debater isto”, referiu.

“Temos que ver, por exemplo, como fica a questão da adesão à ASEAN, o relacionamento com outras instituições e depois, claro, rever a cooperação bilateral. A COVID-19 vai estar connosco algum tempo e, por isso, temos de adaptar a nossa realidade, ver a situação concreta do país e ver o que vai acontecer e como podemos responder”, considerou.

Magno destacou o trabalho levado a cabo desde 2018 pelo seu antecessor no cargo, Dionísio Babo, que “fez um bom trabalho em defesa de Timor” e desenvolveu “um grande esforço no que toca à adesão à ASEAN”, por exemplo.

“Vou agora analisar tudo e ver se adaptações são necessárias. Mas sim, estou agradecida pelo trabalho que o ministro fez”, disse.

Recorde-se que o Presidente da República timorense, Francisco Guterres Lu-Olo, deu posse na quarta-feira a 19 novos membros do VIII Governo Constitucional, que fica assim completo, pela primeira vez desde o início do mandato, há dois anos.

O Governo conta com um total de 43 pessoas, três das quais assumem mais do que uma pasta, entre elas o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, que fica com a tutela do Interior.

A lista de novos membros é dominada pela entrada da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) no executivo, mas inclui ainda novos elementos dos restantes partidos no Governo, Partido Libertação Popular (PLP) e Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), especialmente este último.

A tomada de posse ocorreu após um processo de remodelação levado a cabo pelo chefe do Governo, que incluiu duas alterações à lei orgânica, obrigou a negociações com os partidos e passou por algumas mudanças de nomes inicialmente propostos.

A remodelação ocorreu em paralelo com a saída formal do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) do Governo, com vários membros desse partido no executivo a pedirem demissão em 25 de maio e a serem exonerados pelo Presidente da República na terça-feira, quase um mês depois.

Dionísio Babo, do CNRT, foi um dos ministros exonerados.

Lusa

 


Comentários

Critério de publicação de comentários