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Ministro da Educação timorense reafirma empenho em cooperação com Portugal

10 de Setembro de 2020, 16:41

O ministro da Educação, Juventude e Desporto timorense, Armindo Maia, reafirmou hoje o empenho e o compromisso das autoridades do país em manter e até ampliar a cooperação com Portugal no setor educativo e da língua.


“Estamos totalmente empenhados e comprometidos em continuar e reforçar esta cooperação. E estamos já a ver a lista de até 160 professores portugueses para o recrutamento para os Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE)”, disse à Lusa.

Armindo Maia explicou que esse compromisso se mantém apesar de ter tomado a “decisão difícil”, devido às circunstâncias causadas pela COVID-19, do não regresso de um grupo de 88 professores dos CAFE que saíram de Timor-Leste no início de abril.

“Tive de tomar uma decisão muito difícil. Desde o início que estávamos comprometidos com o regresso dos professores, mas houve várias alterações na data do voo, que ficou para 20 de setembro”, explicou.

“Havia ainda alguma incerteza da parte da companhia e, mesmo que os professores viajassem, com a quarentena acabaria por haver apenas um mês de aulas antes de terem novamente que regressar a Portugal”, explicou.

Em causa está a situação de um grupo de 88 dos 138 professores destacados nos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) que optaram por partir para Portugal no voo de repatriamento no início de abril.

Desenvolvido em conjunto pelos Ministérios da Educação de Portugal e de Timor-Leste, que partilham as despesas, o projeto centra-se na requalificação do ensino timorense em língua portuguesa, em escolas públicas em todos os municípios e na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA).

Depois de meses sem poderem regressar, já que Timor-Leste suspendeu os voos comerciais desde março, a companhia aérea Euro-atlântico, que já tinha realizado o voo de repatriamento no início de abril, mostrou disponibilidade para realizar uma nova ligação este mês.

O voo vai ser usado maioritariamente por portugueses e timorenses que precisam de viajar nos dois sentidos, entre os quais se incluem dezenas de estudantes de Timor-Leste que estão em vários países (Cuba, Brasil, Reino Unido, Itália e Portugal) e querem regressar a casa.

“Mediante todos os condicionalismos e constrangimentos, decidi que viessem apenas os cinco coordenadores em falta, que vamos tentar que viajem para Timor-Leste no voo do Programa alimentar Mundial (PAM) de 16 de setembro”, explicou.

“Viajarão em voos comerciais até Kuala Lumpur e depois nesse voo para Díli”, referiu.

Armindo Maia admitiu que seria oportuno que o Governo permitisse um voo regular mensal para entrada e saída em Timor-Leste, uma situação que, explicou, “está a ser equacionada”.

“Eu acho que seria útil para facilitar a mobilidade de estudantes e professores, mas sujeito à evolução desta pandemia”, notou.

Sobre as escolas CAFE em si, Armindo Maia disse que continuam a trabalhar nos vários centros 50 professores portugueses, a que se somarão os cinco coordenadores que vão chegar.

“Com esse reforço e com a equipa que já cá está poderemos concluir o ano letivo. Não é 100% o que queremos, mas acho que podemos garantir o funcionamento”, explicou.

Timor-Leste, que está no quinto período de 30 dias de estado de emergência, tem atualmente um caso ativo da COVID-19, com 26 doentes já recuperados desde o início da pandemia.

Lusa

 


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