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China será "mais desenvolvida e proativa" após congresso do PCC, diz embaixador angolano

21 de Novembro de 2012, 12:47

Pequim, 21 nov (Lusa) - O embaixador de Angola em Pequim, João Garcia Bires, felicitou na terça-feira à noite o Partido Comunista Chinês pela realização do seu recente congresso, manifestando-se convicto de que a China irá tornar-se "um país mais desenvolvido e proativo" na cena internacional.

"Não temos a mínima dúvida que os resultados deste congresso inspirarão o povo e os líderes chineses para a edificação de um país moderno, mais desenvolvido e proativo na resolução das questões mais candentes da atualidade internacional, para um mundo mais seguro e pacífico", disse o diplomata, numa receção comemorativa do 37.º aniversário da independência de Angola.

A receção reuniu cerca de 300 convidados, entre os quais o Procurador-geral da China, Cao Jianming, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Zhai Jun, e o embaixador do Togo, Nolana Ta Ama, decano do corpo diplomático acreditado em Pequim.

Garcia Bires manifestou a "mais sincera gratidão" ao "pronto apoio" da China ao programa de "reconstrução nacional" lançado pelo governo angolano há uma década, depois de "uma guerra prolongada e destruidora".

"Sob a clarividente direção do Partido Comunista, a China respondeu prontamente e sem pré-condições ao apelo do governo angolano para assistência económica, financeira e técnica para a reconstrução do país. O apoio do governo chinês aconteceu numa altura crucial", disse.

Desde então - acrescentou Garcia Bires - "a cooperação entre a China e Angola tem crescido muito rapidamente", sobretudo na construção e reconstrução de infraestruturas como estradas, caminhos de ferro e aeroportos.

O embaixador angolano declarou também que os dois países têm mantido igualmente consultas regulares sobre questões internacionais, nomeadamente quanto à "revisão do papel das Nações Unidas" e à "necessidade de uma nova ordem económica".

Angola tornou-se independente no dia 11 de novembro de 1975, mas a guerra civil só terminaria 27 anos mais tarde, em abril de 2002.

Aquela antiga colónia portuguesa é hoje uma das mais dinâmicas economias africanas e o segundo maior exportador de petróleo do continente, nomeadamente para a China.

Numa entrevista concedida em março do ano passado, o então embaixador chinês em Luanda afirmou que o montante das linhas de crédito concedidas a Angola por três instituições bancárias chinesas desde o fim da guerra civil angolana atingia "14,5 mil milhões de dólares

O 18.º Congresso do PCC, de 08 a 14 de novembro, renovou quase metade do Comité Central do partido e elegeu um novo secretário-geral, Xi Jinping.

AC // DM.

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