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Especialistas lusófonos em seminário sobre memória e identidade nacional em Timor-Leste

21 de Janeiro de 2015, 09:06

Díli, 21 jan (Lusa) - Vários especialistas lusófonos participam na próxima semana em Díli num seminário sobre a memória e a identidade nacional que pretende analisar experiências nesta matéria em Timor-Leste e noutros países da CPLP.

Promovido pelo Arquivo Museu da Resistência de Timor-Leste o seminário junta especialistas de Portugal, Timor-Leste, Cabo Verde, Moçambique e Angola, além de vários dirigentes históricos timorenses

A abertura do encontro, que decorre nos dias 26 e 27 de janeiro no salão nobre do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Díli, será feita pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão e o encerramento pelo ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri.

Participam ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense José Luis Guterres, o ex-embaixador de Timor-Leste em Angola, Roque Rodrigues e o ex-secretário geral da Fretilin Abílio Araújo.

A agenda do encontro conta ainda as participações do primeiro diretor do Museu da Resistência Timorense, José Agostinho Sequeira e do seu sucessor, Antoninho Baptista Alves, e ainda de Merita Alves, presidente da Organização Popular das Mulheres Timorenses (OPMT).

São ainda esperadas Luciana Heymann, do Projeto de História Oral em Timor-Leste e ex-coordenadora do Programa de História Oral do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, e a jornalista Diana Andringa.

Participam ainda Álvaro Dantas Tavares, ex-combantante do PAIGC (Cabo Verde) e o general Paulo Barreto Lata, coordenador do projeto "Angola- Nos Trilhos da Independência" da Associação Tchiweka de Documentação, participam também no encontro.

O seminário decorre numa altura em que em Timor-Leste continua por debater e aprovar a Lei da Memória, diploma que chegou a ser levado ao parlamento na anterior legislatura e que, entre outros aspetos, criaria o Instituto da Memória das Vítimas.

Essa proposta inicial chegou ao parlamento e acabou por ser aprovada na generalidade em setembro de 2010 mas depois foi travada na especialidade ficando o seu debate adiado sine die por falta de consenso.

ASP // JPS

Lusa/Fim


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