Página gerada às 03:16h, terça-feira 12 de Dezembro

China promete combater movimento separatista de Xinjiang após atentado a embaixada

07 de Setembro de 2016, 19:51

Pequim, 07 set (Lusa) - O Governo chinês prometeu hoje combater o Movimento Islâmico do Turquestão Oriental (MITO), um grupo que reclama a independência de Xinjiang, após confirmar-se o seu envolvimento no ataque suicida à embaixada chinesa no Quirguistão.

"As forças terroristas do Turquestão Oriental, representadas pelo MITO, levaram a cabo múltiplas atividades terroristas, dentro e fora da China, e têm as mãos manchadas com sangue", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying.

"Iremos combatê-los", disse.

A porta-voz frisou que Pequim está disposto a cooperar com outros países na luta global contra o terrorismo.

"Somos contra o terrorismo em qualquer formato", afirmou.

Segundo revelaram hoje os serviços secretos do Quirguistão, o ataque suicida contra a embaixada da China em Biskek, na semana passada, foi organizado por militantes da minoria étnica chinesa de origem muçulmana uigur que combatem na Síria.

A mesma fonte detalha que o homem que conduziu o carro, que explodiu após embater contra o portão da embaixada chinesa, era membro do MITO, um grupo que reclama a independência da região de Xinjiang, no oeste da China.

O ataque causou a morte do condutor e ferimentos em dois funcionários da embaixada e numa outra mulher.

"A investigação concluiu que o ato terrorista foi ordenado por grupos terroristas uigures, que operam na Síria, e estão afiliados com a organização terrorista Frente al Nosra", afirmaram os serviços secretos quirguistaneses, citados pela imprensa chinesa.

A Frente al Nosra, que em julho passado anunciou a sua separação da al-Qaida, é considerada o segundo grupo 'jihadista' mais importante na Síria, a seguir à organização extremista Estado Islâmico (EI).

A China reivindica que organizações extremistas recrutam membros na região autónoma do Xinjiang, onde vivem os muçulmanos uigures, e culpa estas por fomentar atentados no país, que causaram nos últimos anos centenas de mortos.

Em julho passado, um estudo elaborado pelo instituto New America Foundation, com base em Washington, considerou que Xinjiang oferece um "alto potencial" para os recrutadores do EI, devido "às significativas disparidades económicas entre a etnia chinesa maioritária han e a população muçulmana local" e a "forte repressão estatal".

JOYP // VM

Lusa/Fim


Comentários

Critério de publicação de comentários