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Ativistas birmaneses dizem que mais de três mil pessoas fugiram de ataques aéreos

11 de Janeiro de 2017, 20:54

Rangum, Birmânia, 11 jan (Lusa) -- Ativistas birmaneses disseram hoje que mais de três mil pessoas fugiram dos ataques aéreos e confrontos no norte da Birmânia desde o fim de semana, numa operação do governo para expulsar os rebeldes das suas posições.

O governo impediu um responsável da ONU de visitar a zona, na terça-feira, enquanto centenas de pessoas atravessaram a fronteira para a China para fugir da violência.

A situação no estado de Kachin, onde grupos rebeldes lutam há décadas por maior autonomia, é apenas um dos conflitos na Birmânia.

Os militares também são acusados de alegadas violações dos direitos humanos da minoria muçulmana 'rohingya' no estado de Rakhine.

O governo de Aung San Suu Kyi negou as acusações.

Khon Ja, uma ativista de Kachin, afirmou que o governo está a tentar controlar os postos rebeldes na zona com ataques aéreos. Milhares de pessoas fugiram já para a China, disse.

Tang San, um comandante do Exército da Independência Kachin (rebelde), também denunciou os ataques aéreos das forças governamentais.

A relatora especial da ONU para os Direitos Humanos Yanghee Lee chegou à Birmânia no domingo para uma visita de 12 dias.

Mas o governo, alegando questões de segurança, negou o pedido para visitar a cidade de Laiza, no estado de Kachin, onde se encontram campos de refugiados internos e o quartel-general do Exército da Independência Kachin.

Lee deverá visitar o estado de Rakhine na sexta-feira, onde vive a maioria da população 'rohingya', estimada em cerca de um milhão de pessoas, vítima de discriminação no país budista.

EJ

Lusa/Fim


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