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Petição internacional para salvar 650 galgos do canídromo de Macau

17 de Julho de 2017, 21:07

Macau, China, 17 jul (Lusa) - A Sociedade Protetora dos Animais de Macau (Anima) lançou uma petição internacional para conseguir que cerca de 650 galgos do Canídromo, que vai fechar em julho do próximo ano, sejam adotados, foi hoje anunciado.

"Cerca de 650 galgos em Macau precisam de ser colocados em segurança, respeitando todos os regulamentos locais e internacionais relacionados com o movimento e transporte dos cães", de acordo com a petição da Anima, e das associações Grey2K (Estados Unidos) e Pet Levrieri (Itália), apresentada em conferência de imprensa.

"Antes de a petição ser lançada, já tínhamos 250 adotantes, mas precisamos garantir a segurança e o bem estar dos cães", além de uma adoção como animais de estimação, disse Albano Martins, presidente da Anima.

"Por isso, pedimos ajuda aos nossos colegas da Europa e dos Estados Unidos, por existir nessas zonas legislação que protege os galgos como animais de estimação", sublinhou.

Albano Martins disse que a Anima pode mandar os galgos para Singapura e Hong Kong, mas não para o Paquistão ou Vietname, Indonésia ou China, onde não existe legislação de proteção dos direitos dos animais.

"Tecnicamente, o Canídromo - como proprietário dos cães - pode mandar os galgos para onde quiser, mas queremos que o Governo de Macau perceba que esta não é uma boa solução, já se encontraram muitos galgos nas meses de restaurantes na China e no Vietname", disse.

A Anima pediu ao Governo de Macau que entregasse os galgos à sociedade e a gestão do Canídromo por um ano, depois do encerramento, para conseguir tratar da transferência e acolhimento de todos os cães.

"Este pedido ainda não teve uma resposta do executivo", mas o Governo sabe que "não é uma boa imagem para Macau se em julho de 2018, todos aqueles animais forem mortos", afirmou.

"É possível encontrar uma solução e salvar todos os galgos, desde que o Governo comece a trabalhar connosco agora", sublinhou o responsável.

Em dezembro do ano passado, o Governo de Macau decidiu que o Canídromo de Macau, considerado uma das mais cruéis pistas de corrida de galgos do mundo por organizações internacionais, só seria autorizado a funcionar até 20 de julho de 2018.

A operar há mais de 50 anos, o Canídromo de Macau viu a licença renovada por dez anos em 2005, tendo o contrato de concessão de exploração da Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen) -- da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), fundada pelo magnata de jogo Stanley Ho -- sido renovado até 31 de dezembro de 2016.

EJ (DM/ISG) // VM

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