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Pedida prisão para três líderes estudantis do 'Occupy' de Hong Kong

10 de Agosto de 2017, 00:27

Hong Kong, China, 09 ago (Lusa) -- Procuradores pediram hoje no tribunal de recurso de Hong Kong a prisão de três líderes estudantis envolvidos num incidente que desencadeou a ocupação das ruas em prol do sufrágio universal em 2014, informou a media local.

Os líderes estudantis Joshua Wong, Nathan Law e Alex Chow foram antes condenados por acusações como "reunião ilegal", por invadirem uma área no exterior da sede do governo, conhecida como Civic Square (Praça Cívica).

Chow foi condenado a pena de prisão suspensa e Wong e Law a horas de serviço comunitário, que entretanto já cumpriram.

Os procuradores disseram que o tribunal deveria considerar a gravidade do caso, sobretudo dado aumento do número de crimes relacionados com reuniões ilegais, segundo a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK).

Além disso, os representantes da Região Administrativa Especial de Hong Kong contestaram as alegações dos ativistas de que não usaram violência, e apontaram o uso da força para empurrar os portões da praça, referindo também que dez seguranças ficaram feridos no incidente. Também disseram que a invasão da praça tinha sido planeada.

Os três líderes estudantis integraram as dezenas de ativistas detidos na noite de 26 de setembro de 2014, pouco depois de terem forçado a entrada na praça.

Milhares de pessoas saíram à rua a pedir a sua libertação e a revindicar o sufrágio universal na eleição do chefe do Executivo da cidade, antecipando o início da campanha de desobediência civil designada "Occupy Central".

Na noite de 27 de setembro, o cofundador do "Occupy Central" Benny Tai declarou o início antecipado do movimento de desobediência civil, juntando-se às multidões nas ruas em apoio ao boicote às aulas iniciado, uma semana antes, pelos estudantes do território.

As manifestações paralisaram as ruas e ganharam novo fôlego depois de a polícia ter recorrido ao uso de gás lacrimogéneo e pimenta para dispersar as multidões. A ocupação das ruas estendeu-se além da zona do complexo do Governo, em Admiralty, estendendo-se até Mong Kok e Causeway Bay, com um breve período em Tsim Sha Tsui, tendo terminado ao fim de 79 dias, a 15 de dezembro de 2014.

O movimento pró-democracia opunha-se à proposta apresentada pelo Governo Central para a eleição do chefe do executivo, que previa que os candidatos sejam pré-selecionados por uma comissão, impedindo o que consideram um "genuíno" sufrágio universal.

A eleição do chefe do Executivo de Hong Kong continuou este ano a decorrer com base num comité eleitoral formado por apenas 1.200 membros.

FV (ISG) // ANP

Lusa/ fim


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