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Empresa norte-americana quer procurar avião da Malaysia Airlines, desaparecido em 2014

11 de Agosto de 2017, 14:48

Camberra, 11 ago (Lusa) -- Uma empresa norte-americana especializada na exploração do fundo marinho, afirmou hoje esperar que a Malásia aceite a oferta para continuar gratuitamente as buscas pelo avião da Malaysia Airlines, desaparecido em 2014.

Em janeiro, Malásia, Austrália e China deram por concluída sem êxito a busca do avião que operava o voo MH370, após mapearem uma área de 120.000 quilómetros quadrados no oceano Índico, onde podia estar o Boeing 777, desaparecido a 08 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, depois de descolar de Kuala Lumpur rumo a Pequim.

A Ocean Infinity afirmou esperar que a Malásia aceite a oferta, numa altura em que aumenta a pressão das famílias dos passageiros do MH370 para que o governo de Kuala Lumpur concorde com a proposta apresentada pela companhia norte-americana.

"Os termos da oferta são confidenciais, mas posso confirmar que a Ocean Infinity ofereceu-se para assumir o risco financeiro de uma nova busca", afirmou a empresa num e-mail enviado à agência noticiosa Associated Press (AP).

"Estamos a manter um diálogo construtivo com as autoridades competentes e esperamos que a oferta seja aceite", acrescentou.

Na semana passada, Mark Antelme, porta-voz da Ocean Infinity, confirmou à agência noticiosa espanhola EFE, também através de uma mensagem de correio eletrónico, que a empresa apenas cobraria "com base no sucesso" da operação em causa, sem facultar detalhes sobre as condições da proposta.

O Voice370, um grupo de familiares das 239 pessoas a bordo, afirmou que, ao abrigo dos termos da proposta feita em abril, a Ocean Infinity "gostaria de receber uma compensação apenas e só no caso de encontrar a principal zona de destroços" do avião.

"Por que razão a Malásia não aceitou ainda esta proposta 'win-win'?", questionou o grupo num comunicado.

Em março, as famílias dos passageiros do voo 370 da Malaysia Airlines anunciaram uma campanha para angariar fundos para financiar uma busca privada na tentativa de dar continuidade às investigações, após a suspensão das buscas oficiais que custaram 160 milhões de dólares (cerca de 136 milhões de euros).

DM (JS) // EJ

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